A presidente da Câmara da Serra, Neidia Maura Pimentel (PSD) ganhou mais uma batalha na guerra judicial que se estende desde 1 de janeiro deste ano em relação à eleição da Mesa Diretora da Casa. A juíza da Vara da Fazenda do município, Telmelita Guimarães Alves, acatou os embargos que pediam a modificação da sentença.
No embargo apresentado pela presidente da Casa o objetivo era a alteração do resultado do julgamento com a consequente improcedência dos pedidos iniciais. A presidente alegou que houve violação ao princípio da congruência na medida em que nenhuma das teses sustentadas na peça inaugural serviu de fundamento para a concessão da segurança, além da exiguidade do prazo de cinco minutos concedido à Chapa 1 para a recomposição de seus membros e regular participação no pleito da Mesa Diretora.
A defesa da presidente alega ainda que diferentemente do alegado pelo Ministério Público, a Chapa 01 teve mais de uma hora para a recomposição de seus membros e não cinco minutos, conforme descrito na ata e no vídeo da sessão plenária.
Alega também que há contradição na sentença, que apesar de reconhecer a legalidade da eleição das comissões, foi dado provimento para anular a eleição da mesa e convocação de novo pleito. A juíza reconheceu as alegações da vereadora indeferiu o pedido de ingresso na lide, formulado pelo vereador Rodrigo Caldeira (Rede), na qualidade de assistente litisconsorcial.
A sessão do dia 1 de janeiro foi marcada por grande tumulto na Câmara do município. Neidia Pimentel (PSD) foi questionada por alguns colegas por estar inscrita nas duas chapas que disputavam a eleição. O vereador Alexandre Xambinho (Rede), que presidia a sessão, perguntou Neidia se ela seguiria como primeira secretária na Chapa 1 ou presidente na Chapa 2. Antes que Neidia respondesse que ficaria na Chapa 1, a reação dos vereadores da Chapa 2 foi imediata.

