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Pressão partidária pode fazer Amaro desistir do Senado e disputar a Câmara

Mesmo com a eleição ao Senado vista como certa, o deputado estadual Amaro Neto (PRB) pode desistir de concorrer a esse cargo para disputar uma vaga na Câmara Federal nas eleições de outubro desse ano. Pressões nesse sentido são muitas e envolvem seu partido e, também, o núcleo político do  governo do Estado. 
 
Duas vertentes poderosas pressionam o parlamentar, campeão de votos na disputa à Assembleia Legislativa e à Prefeitura de Vitória, em 2014, perdendo por pouco para o prefeito Luciano Rezende (PPS): 
 
A primeira vem do seu próprio partido, braço político do empresário Edir Macedo, dono da tv Record e da Igreja Universal; a outra surge no palácio Anchieta, na esteira das articulações para a reeleição do governador Paulo Hartung. 
 
A abertura de espaço na disputa ao Senado visa aproximá-lo de forças políticas contrárias, principalmente o DEM, ampliando seu raio de ação, já que exerce pleno controle no PRB.
 
O partido é presidido no Estado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, e conta entre seus membros com o secretário-chefe da Casa Civil, Roberto Carneiro, articulador de bastidor de Hartung.  
 
Com a saída de Amaro, abre-se um espaço para acomodar o senador Ricardo Ferraço (PSDB), candidato à reeleição, resultando ainda em boas perspectivas relacionadas ao DEM, controlado no Estado pelo pai do senador, o deputado estadual Theodorico de Assis Ferraço.  
 
Em várias ocasiões, Ferraço pai já declarou que embora atuando em oposição a Hartung, valoriza os laços familiares que os une ao filho, em qualquer situação.
 
Além disso, com a aproximação com o DEM local, mesmo que indireta, o governador retoma os contatos que mantém com o presidente nacional da sigla e presidente da Câmara dos Federal, o deputado federal Rodrigo Maia, do Rio de Janeiro. 
 
Para o senado Ricardo Ferraço, antigo aliado de Hartung, a abertura desses espaços chega em boa hora, no momento em que o PSDB dá mostra de estar definhando e distante das articulações locais no Espírito Santo. 
Exemplo dessa situação foi o cancelamento da visita ao Estado do presidenciável Geraldo Alckmim.
 
O partido passa por uma situação de esvaziamento, na mesma tendência do cenário nacional, com a debandada do deputado estadual Sérgio Majeski, provável candidato ao Senado pelo PPS, e vários outros membros em Vitória e Serra. 
 
A candidatura de Amaro a federal atende também às estratégias do PRB de ampliar o mais que possível sua bancada, que faz parte do núcleo evangélico na Câmara Federal, atualmente em torno de 100 parlamentares. 

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