sábado, agosto 30, 2025
20.9 C
Vitória
sábado, agosto 30, 2025
sábado, agosto 30, 2025

Leia Também:

Pressão sobre o PT aumenta e desembarque do governo Hartung está mais próximo

O movimento que foi puxado por duas correntes – Articulação de Esquerda e parte da CNB –, ainda no início do governo Paulo Hartung (PMDB), de não participação do PT na equipe do peemedebista, está crescendo dentro do partido. A tendência é de que a maioria das correntes hoje seja favorável ao partido entregar os cargos que ocupa no governo. Hoje a Democracia Socialista (DS) já está aderindo a essa proposta.
 
Embora o presidente do partido Genivaldo Lievore, que assumiu o cargo com a ida de João Coser para a Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano, sustente que o partido na vai deixar os cargos no governo do Estado, essa posição pode não se sustentar por muito tempo, já que dentro do partido a tendência caminha para que a maioria se torne favorável à saída do governo. 
 
Essa movimentação atingiria principalmente o secretário de Desenvolvimento, que teria de entregar o cargo. Além dele, a ex-deputada estadual Lúcia Dornellas também teria que deixar a presidência da Agência de Desenvolvimento em Rede do Estado (Aderes). O partido tem ainda cargos em subsecretarias e órgãos do governo. 
 
A pressão interna tem subido e as lideranças estariam sob pressão. Uma delas e o deputado estadual José Carlos Nunes, que vem sendo cobrado pelos setores ligados à área sindical do Estado. Ligado à CUT, o deputado é o alvo da base sindical do partido, que não está nada satisfeita com o tratamento dispensado pelo governador Paulo Hartung aos trabalhadores. 
 
Algumas lideranças já se posicionaram, como o deputado federal Givaldo Vieira e o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Carlos Casteglione, que são favoráveis à saída do governo. Givaldo assume a postura com base nas articulações de Brasília, que envolvem a saída do PMDB da base do governo Dilma Rousseff. Além disso, ele foi vice-governador de Renato Casagrande (PSB) e não é muito próximo do atual governo. 
 
Casteglione já foi bem próximo de Hartung, inclusive, no início dessa gestão. Mas a movimentação palaciana que tirou o hoje secretário de Assistência Social, Rodrigo Coelho, preparado para ser o sucessor de Castelgione em Cachoeiro, do PT e o levou para o PDT, abalou a convivência do prefeito com o governador. 
 
Além dos vieses políticos, a pressão da base para uma resposta petista ao comportamento do PMDB em nível nacional e do governador sobre a crise política, influencia no aumento do movimento pró-saída do governo. Hartung não tem se colocado de forma enfática sobre a crise, mas foi eleito no palanque de Aécio Neves (PSDB) e o PMDB do Espírito Santo já se posicionou favoravelmente ao impeachment da presidente Dilma Rousseff

Mais Lidas