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Prestígio de deputado-cartola não consegue melhorar o futebol no Estado

Com o prestígio ampliado pela facilidade de liberar recursos de emendas parlamentares após ter votado favoravelmente ao presidente Michel Temer, o coordenador da bancada capixaba no Congresso Nacional, deputado federal Marcus Vicente ((PP), ainda não conseguiu melhorar a situação do futebol capixaba, apesar de estar há mais de 15 anos à frente de entidades representativas do esporte. 
 
Nesta segunda-feira (15), a assessoria do deputado, que também é presidente regional do PP, anunciou a liberação pelo Ministério dos Esportes de recursos da ordem de R$ 250 mil ao futebol capixaba, para as competições das categorias de base Sub 15, Sub 17 e o Estadual Sub 20, Interligas, e em apoio ao projeto torneio Bola no Pé.
 
Ao todo, são 1.900 atletas beneficiados pelo recurso alocado pelo deputado Vicente no orçamento federal, envolvendo 64 equipes, com a participação de 22 municípios capixabas. Estão cadastrados na Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo 18 clubes aptos a receber benefícios.
 
Considerando o total dos recursos, cada município deverá receber pouco mais de R$ 11 mil, valor considerado no meio insignificante para levantar o esporte no Estado.  
 
O Espírito Santo está na Série D – a última divisão do futebol brasileiro – e precisa de investimentos para sair dessa situação. O Estado só ganha no ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de Roraima, Amapá e Rondônia.
 
Marcus Vicente teve o acesso ao presidente Michel Temer facilitado, depois das votações favoráveis aos projetos do governo federal, situação que mexeu no mercado político capixaba, com algumas alterações no cenário que há bem pouco tempo pareciam impossíveis de acontecer. 
 
Por esse motivo, o cacife político do deputado está em alta, tirando-o do ostracismo observado em decorrência de problemas com a cúpula da Confederação Nacional de Futebol (CBF), onde é um dos vice-presidentes. Em seu quinto mandato, Marcus Vicente vem sendo assediado inclusive pelo governador Paulo Hartung.
 
No entanto, ele esbarra na manutenção de 12 cargos comissionados que mantém na Prefeitura de Vitória, comandada por Luciano Rezende (PPS), desafeto político do governador e principal aliado ao ex-governador Renato Casagrande (PSB). 

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