Dos 78 prefeitos eleitos em 2012, apenas 14 estão no segundo mandato e já sabem que não poderão disputar a reeleição em 2016. Dos outros 64 que almejam a reeleição, alguns precisam vencer antes os tribunais ou as câmaras municipais para poderem entrar na disputa. Essa também é a situação de que alguns lideranças que ainda não sabem se vão poder disputar as eleições em função de problemas em outras gestões à frente dos municípios que querem governar.
Esses pretensos candidatos sabem que antes de botar a campanha na rua, terão que vencer essas guerras judiciais. Esta semana o Ministério Público Estadual (MPES) ofereceu denúncia contra mais um prefeito. Luciano Pereira (DEM), de Barra de São Francisco, no noroeste do Estado, é mais um que se junta à lista de prefeitos que antes da eleição terão que resolver pendências na Justiça.
Além dele também tem contas a acertar os prefeitos de Vargem Alta, Bosquinho (PSB); Iúna, Rogério Cruz (PDT); Viana, Gilson Daniel (PV); Sooretama, Esmael Loureiro (PMDB) e Itapemirim, Luciano Paiva (PSB) e Amanda Quinta (PSDB), em Presidente Kennedy. Os prefeitos estão com ações na Justiça, por denúncias de irregularidades das mais diversas feitas pelo Ministério Público Estadual.
Mesmo que tenham decisões contrárias na primeira instância, os prefeitos continuam no páreo, apenas uma decisão colegiada pode provocar pedidos de impugnação de candidaturas por meio do Ministério Público Eleitoral (MPE), o que pode complicar a vida dos principais adversários dos prefeitos: seus antecessores. Mesmo quem consiga liberação da Justiça Eleitoral para entrar na dipsuta, entra sabendo que as pendengas judiciais serão usadas pelos adversários durante a disputa.
Entre nomes considerados favoritos nas urnas, mas que ainda precisam vencer tribunais, está o secretário de Esportes do Estado, Guerino Zanon (PMDB). O deputado estadual licenciado foi a primeira vítima dessa movimentação. Ele teve as contas de seu último ano como prefeito de Linhares rejeitadas pela Câmara de Vereadores, e se a Justiça Eleitoral não entender que houve uma intenção política no julgamento do Legislativo, o ex-prefeito, que é considerado favorito na disputa à prefeitura de Linhares, pode ficar fora da eleição deste ano.
Dois outros agentes políticos, com candidaturas consideradas favoritas estão na iminência de ter o mesmo revés no legislativo. Edson Magalhães (de saída do PMDB) tem apenas quatro dos 17 vereadores de Guarapari e a movimentação do atual prefeito Orly Miguel (DEM) é para que as contas do antecessor sejam rejeitadas. Se os vereadores votarem pela rejeição, Magalhães terá que seguir o mesmo caminho de Zanon. Será obrigado a vencer as “prévias” nos tribunais antes de entrar na disputa.
Situação parecida estaria prestes a acontecer em Presidente Kennedy, onde a família Quinta está em pé de guerra. A atual prefeita Amanda Quinta (PSDB) estaria articulando com a Câmara para evitar que o tio e antecessor Reginaldo Quinta (PTB) entre no páreo. Ele seria o único obstáculo entre a tucana e a reeleição. O curioso em Kennedy é que tio e sobrinha correm o risco de morrarem abraçados, já que Amanda também enfrentas problemas com a Justiça que também podem deixá-la de fora da disputa.

