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Primeiras críticas contra Luciano marcam início da disputa política em Vitória

A mais de um ano das eleições, a disputa política em Vitória já parece ter começado. O prefeito Luciano Rezende (PPS), candidato à reeleição, começa a enfrentar seus primeiros conflitos. Neste fim de semana, o deputado federal Lelo Coimbra (PMDB), que circula como pré-candidato, voltou a fazer críticas à atual administração. O peemedebista atribuiu ao prefeito a responsabilidade pela piora na situação financeira do município. Esse assunto, inclusive, se apresenta como o foco do debate eleitoral até o próximo ano.

Na última quinta-feira (23), o prefeito Luciano utilizou parte de sua prestação de contas na Câmara de Vereadores na tentativa de atribuir à crise financeira os percalços da sua administração. Ele se queixou da queda na arrecadação dos tributos, o que representou uma perda de R$ 280 milhões nos últimos anos. Já nesse último domingo (26), Lelo rebateu essa tese, afirmou em evento do PRP que o prefeito não se preparou para a perda dos recursos. Na fala mais incisiva, o deputado criticou a “gestão da cidade pelo Facebook”, em alusão à participação constante do prefeito pelas redes sociais.

Essa queda de braço entre os dois começou em abril passado, quando surgiu a intenção da Prefeitura de Vitória em promover a securitização de sua dívida – ou seja, a operação de transformação da dívida ativa em títulos negociados no mercado. Na época, o prefeito chegou a apresentar um projeto de lei para implantar um fundo, que reforçaria o caixa às vésperas do ano eleitoral. Entretanto, a manobra enfrentou a resistência de vereadores e de entidades da sociedade civil. Na seara política, Lelo foi o primeiro a se levantar contra o projeto, que acabou sendo retirado de pauta pela própria prefeitura.

Nos meios políticos, a crise financeira de Vitória deve ser explorada pelos adversários de Luciano. Além de Lelo, o prefeito poderá enfrentar dois ex-prefeitos, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e João Coser (PT), o que deve abrir espaço para a comparação direta entre gestões. Pesa contra o Luciano o fato de nenhum administrador ter ficado com a pecha de ter quebrado o município desde a primeira gestão de Setembrino Pelissari, ainda na década de 1960. O prefeito pode ainda enfrentar um aliado de hoje, o ex-governador Renato Casagrande (PSB), que rechaçou o discurso do partido sobre o eventual apoio incondicional à reeleição de Luciano.

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