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Projeto de Ricardo Ferraço não inclui obrigatoriamente o apoio incondicional à candidatura tucana em Vitória

Oficialmente, o senador Ricardo Ferraço começa a falar como tucano a partir da próxima terça-feira (1). Mas as movimentações no partido já começaram. O pré-candidato a prefeito de Vitória pelo PSDB, Luiz Paulo Vellozo Lucas, já dá como certo o apoio do senador à sua campanha. Ao jornal A Tribuna desta sexta-feira (26), Luiz Paulo disse que o senador entra no partido para apoiar todos os projetos do PSDB.
Mas é bom ter cuidado com o excesso de confiança, afinal, os antecedentes de Ricardo Ferraço no PSDB e em relação à disputa na Capital apontam que ele não foi tão fiel no passado recente aos coelgas tucanos. Em 2008, o PSDB fez aliança com o PPS e tinha Luciano Rezende como cabeça de chapa. 
Ricardo Ferraço era na época vice-governador e integrava o ninho tucano, uma peça que havia sido movida pelo governador Paulo Hartung (PMDB). 
Hartung, porém, tinha interesse na reeleição do aliado João Coser (PT) e, como havia se colocado em sua tradicional posição de pseudo-neutralidade, orientou seu vice para caminhar com o petista na cidade.
A situação dentro do PSDB na época ficou insustentável, com trocas de farpas entre Ricardo Ferraço e Luiz Paulo, que na época eram concunhados. A crise foi tão séria que Ricardo Ferraço foi convidado a se retirar do partido. 
Agora, o senador volta ao ninho tucano em outra condição, pelas mãos do colega de Senado, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, ou seja, sua filiação é por cima. Paralelamente, Ricardo Ferraço não esconde que vem conversando com o prefeito Luciano Rezende (PPS), o que acende o sinal de alerta no ninho tucano. 
Mas neste momento ter Ricardo no partido é estratégico para o PSDB nacional. Ele tem se mostrado importante para o projeto do PSDB, que é manter uma base forte na oposição e criar condições de governabilidade para um eventual governo Aécio Neves. Para o senador, de outro lado, o passe para o novo partido pode assegurar sua reeleição em 2018
Neste sentido, o recado dado para as lideranças capixabas, sobretudo para o governador Paulo Hartung, que se elegeu no palanque de Aécio Neves, é que o partido não tem um projeto de poder para o Estado e sim em nível nacional, no qual Ricardo Ferraço tem um papel a desempenhar, reforçando a base do presidenciável tucano.  

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