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Projeto do quarto mandato de Ferraço à frente da Assembleia começa a fazer água

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que permitiria a quarta recondução de Theodorico Ferraço (DEM) à presidência da Assembleia Legislativa fez água. A expectativa era de que a proposta fosse apresentada nesta quarta-feira (1) para a tramitação. Mas o deputado Cacau Lorenzoni (PP), incumbido de correr atrás do apoio dos colegas, não teria reunido o mínimo de 10 assinaturas necessárias para a PEC decolar. Cacau, que tratava o assunto com otimismo, tem agora dificuldade para conseguir os dois apoios restantes. 
 
Até o momento, além de Cacau Lorenzoni, teriam assinado o documento os deputados Enivaldo dos Anjos (PSD), Hudson Leal (PTN), Freitas (PSB), Bruno Lamas (PSB), Hércules Silveira (PMDB), Sandro Locutor (Pros) e Edson Magalhães (PSD). 
 
O motivo seria a falta de apoio do governador Paulo Hartung (PMDB) à recondução do demista. Segundo alguns deputados, houve um mal entendido no plenário sobre a “permissão” do governador para a movimentação de Ferraço. 
 
A PEC começou a ser articulada depois de um almoço entre o governador e Theodorico Ferraço, o que deu a entender ao plenário que haveria um apoio palaciano à reeleição do presidente, mas como o governador não se manifestou sobre o assunto, os deputados recuaram. 
 
Além disso, as pretensões eleitorais de Ferraço para os processos eleitorais deste ano e de 2018 também pesam na posição dos deputados, já que ele tem a mulher, Norma Ayub (DEM), e o filho, o senador Ricardo Ferraço (PSDB). Uma família inteira para puxar votos, o que pode esbarrar nos objetivos dos demais parlamentares. O peso político do presidente da Assembleia acaba prejudicando a articulação de Ferraço para o quarto mandato.
 
A antecipação do movimento eleitoral interno também atrapalha a manobra de Ferraço. A eleição da Mesa Diretória deve acontecer apenas em fevereiro de 2017, mas seguindo o modelo de algumas câmaras de municipais, a intenção na Assembleia era a de antecipar o processo para depois da eleição, para que os atuais deputados que vão disputar prefeituras pudessem votar antes de eventualmente tomar posse em janeiro de 2017. Por isso, a PEC começou a ser discutida agora, antes do recesso parlamentar. 
 
A saída para Ferraço é tentar democratizar o processo e buscar interlocução com os deputados mais influentes do plenário para postergar a proposta para 2017. Neste momento, ainda que conseguisse as dez assinaturas, a tendência é de que não haveria o quórum mínimo de 18 deputados para aprová-la em dois turnos no plenário.

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