O ex-governador Renato Casagrande, que é um dos protagonistas nas movimentações nacionais do PSB para 2018, viu com bons olhos a articulação do partido em busca de um consenso em torno do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para a presidência do PSDB nacional e, consequentemente, para ser o presidenciável da sigla no próximo ano.
À coluna Plenário, do jornal A tribuna desta quarta-feira (29), o socialista afirmou que uma eventual aliança com os tucanos vai depender do perfil que Alckmin vai assumir. Ele disse que se o governador de São Paulo assumir uma posição mais à direita e liberal, o PSB não embarca. Pesa a favor da alinaça a iminente saída do PSDB da base aliada de Temer. o que agrada o PSB. Mas daí a apostar em uma aliança no Espírito Santo são outros quinhentos.
Com a vitória do vice-governador César Colnago na disputa pela presidência estadual do PSDB, o partido ficou muito mais próximo de manter uma aliança com o governador Paulo Hartung do que costurar um acordo com um nome cotado para disputar o governo contra o atual governador ou um aliado por ele apoiado.
Além do próprio Colnago, o governador Paulo Hartung tem no PSDB alguns de seus fortes aliados, como o secretário de Agricultura Octaciano Neto, o secretário de Ciência e Tecnologia, Vandinho Leite; o secretário de Transportes, Paulo Ruy Carnelli, o secretário de Turismo, Nereleo Caus, o diretor do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Enio Bergoli, entre outros.
É verdade que uma boa parte do ninho tucano é refratário a essa aliança com Hartung, mas se o governador realmente se desincompatibilizar em abril do próximo ano, deixando Cesar Colnago no comando do Estado, vai ser difícil evitar que o partido siga com Hartung na disputa do próximo ano.

