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PSB Nacional define que terá candidaturas em todas as capitais

Nessa quarta-feira (14), a cúpula do PSB se reuniu para discutir não só a conjuntura nacional, como também as articulações para a eleição de 2016. O partido definiu que terá candidaturas próprias em todas as capitais do País e nas cidades-polo. Mas o próprio secretário-geral do partido se vê em uma situação complicada. O ex-governador Renato Casagrande seria o nome mais forte para a concorrer à prefeitura de Vitória, mas seus sinais mostram que as chances de ele entrar na disputa são cada vez mais remotas . 
 
Casagrande apoiou Luciano Rezende (PPS) na eleição passada e parece manter a aposta no prefeito na disputa pela reeleição. Mesmo Luciano Rezende tendo dado sinais de não ser tão fiel quanto Casagrande pensa e de estar desgastado politicamente, o que compromete sua reeleição, o socialista ainda mantém as apostas no prefeito. 
 
Para o PSB nacional, essa posição é ruim. O partido tem um projeto de poder para 2018 e para isso é importante vencer as eleições nas capitais. No caso do Espírito Santo a situação é ainda mais complicada, já que foi o primeiro e único estado governado pelo partido fora do Nordeste. 
 
Já para Casagrande, a prefeitura de Vitória marcaria um espaço político, fortalecendo sua imagem que saiu prejudicada depois da derrota na eleição de 2014, já que não se sabe como estará o capital político do ex-governador até a disputa de 2018. Para os meios políticos, Casagrande estaria costurando uma movimentação voltada para o cenário nacional.  
 
O PSB decidiu que não vai apoiar o movimento da oposição pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas não vai aderir à base do governo, mantendo uma “independência propositiva”. Mas o governador Renato Casagrande, que participou do encontro, mantém o tom crítico ao governo. 
 
Ele publicou um vídeo em seu Facebook fazendo duras críticas ao governo e ao ajuste fiscal implementado. “Por causa de erros cometidos pelo governo federal, nosso país passa por uma grave crise. O governo gastou onde não deveria gastar, desonerou onde não deveria desonerar, abriu mão de cobrar juros do setor empresarial, sendo que disso não poderia abrir mão. Agora o Brasil precisa de um ajuste fiscal. Mas esse ajuste proposto pelo governo federal não nos interessa! Ele aumenta a recessão, os juros, causa desempregos e reduz investimentos”, disse Casagrande.

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