O PSOL foi um partido que trouxe um diferencial para a disputa eleitoral de 2014. Tanto que a então candidata ao governo, Camila Valadão, quanto o candidato ao Senado André Moreira se apresentaram para a disputa como alternativas ao projeto político que está em curso no Estado desde 2003, com a ascensão de Paulo Hartung (PMDB) ao Palácio Anchieta e que teve continuidade na gestão de Renato Casagrande (PSB).
E como legado da participação marcante em 2014, o partido quer fazer parte também da vida política da Capital, por isso, deu início ao processo de discussão para apresentar uma candidatura alternativa à prefeitura de Vitória. Em entrevista a Século Diário, que vai ao ar neste sábado (27), o advogado André Moreira, um dos nomes que estão sendo cotados para participar da disputa majoritária, fala sobre esse processo e como o partido vai se apresentar para a disputa.
Acostumado a não receber doações de empresas em suas campanhas, André Moreira acredita que o PSOL sai na frente em relação às regras para este ano, que proíbem o financiamento privado, mas alerta para ao risco de aumento da prática de caixa dois nas campanhas tradicionais e do uso de laranjas para as doações.
Moreira fala também sobre a defesa da linha ideológica com aplicação prática para os problemas da cidade e como enfrentar uma disputa eleitoral com um campo pulverizado. E como enfrentar uma disputa com o eleitor se mostrando cada vez mais conservador no Estado.
Ele destaca ainda o risco de a eleição em Vitória ser disputada em apenas um turno, dada a baixa procura do eleitorado pelo recadastramento biométrico e sobre o obstáculo da visibilidade que o partido pretende vencer com muita campanha de rua.

