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Sexta, 16 Abril 2021

PT da Serra desfaz aliança com Vidigal por acolher seguidores de Bolsonaro

sergio_vidigal_PDT_divulgacao PDT

O aproveitamento de adversários políticos na gestão e a adoção de medidas contrárias às políticas públicas defendidas pelo PT levaram a diretório municipal do partido na Serra a desfazer a aliança com o prefeito Sérgio Vidigal (PDT), formalizada nos primeiro e segundo turnos das eleições municipais de 2020. Os petistas entendem que a atual gestão promoverá "o sucateamento e precarização das políticas públicas e espaços institucionais de promoção, proteção social, defesa, acolhimento e amparo daqueles que precisam da ação do poder público para a garantia de seus direitos".

A decisão, adotada na última quinta-feira (11) e divulgada nesse sábado (13), em nota pública, condena "o comprometimento com os projetos do atual governo federal genocida, negacionista, neofacista e antidemocrático". Esse alinhamento ao governo federal ocorre por meio de nomeações de integrantes de blocos políticos bolsonaristas e do alijamento de quadros do PT, partido que teve apenas o ex-vereador Aécio Leite nomeado assessor parlamentar da prefeitura.

A nota do PT é dirigida "ao conjunto de filiados, simpatizantes e população serrana" e relata o processo de reflexão e avaliação quanto às iniciativas da nova gestão municipal, composição do novo governo e propostas de mudanças na estrutura administrativa.

"Em ambiente de pandemia que aflige e mata nossa população, recessão econômica que empobrece nosso povo e retira direitos, uma política de austeríssimo que retroage em garantias cidadãs, afirmações e proteções sociais, diminuir a presença do estado não é o caminho adequado para melhorar a cidade e, portanto, também, a vida de seus moradores", aponta a nota.

O texto chama a atenção para "o fato de que a nova administração trouxe para funções e secretarias relevantes quadros expoentes defensores, reconhecidamente comprometidos com os projetos do atual governo federal" e destaca o apoio no primeiro e segundo turno das eleições "por acreditar, naquele momento, que por conta de seu histórico recente de governo democrático e de participação popular, seria o melhor a fazer ante o crescimento do projeto de direita que ganhava espaço na campanha".

Os membros da Executiva do PT afirmam quem a composição desse novo governo, "por suas escolhas e primeiras iniciativas, será uma gestão de austeríssimo fiscal, marca registrada dos governos neoliberais, o que significa, sempre, o sucateamento e precarização das políticas públicas e espaços institucionais de promoção, proteção social, defesa, acolhimento e amparo daqueles que precisam da ação do poder público para a garantia de seus direitos".

Eles questionaram, ainda "como aliados políticos", o aproveitamento de profissionais das forças públicas da segurança, gerindo pastas significativas, destacando a política de direitos humanos e cidadania. "Questionamos quanto a perda de importante protagonismo nas políticas públicas para as mulheres, geração de emprego e renda, e assistência social, trazendo enorme simbolismo e preocupação, pois significa que o debate amplo, franco e democrático está prejudicado!".

A nota cita a reforma administrativa e se posiciona contra a anunciada extinção da Secretaria de Direitos humanos e Cidadania (Sedir), que seria alojada em outro espaço da gestão, retirando o "seu protagonismo assim como fez e faz o governo federal, o que para o PT significa um inaceitável retrocesso na execução das políticas afirmativas e de proteção e reparação às violações aos direitos humanos".

Essas medidas, segundo a nota, visam desconstruir o símbolo da luta da população pobre e vulnerabilizada da cidade, o que vai frontalmente de encontro às próprias iniciativas do governo do PDT, iniciada em 1997. "Para nós as políticas afirmativas e de direitos humanos e cidadania, mulheres, igualdade racial, consumidor, contra a homofobia, juventude, populações de rua, criança e adolescentes, bem como todas as minorias e vulneráveis e trabalho, emprego e renda, não devem ser geridas por representes de forças de segurança pública".

A manifestação da Executiva do PT condena a instalação de escolas cívico-militares no município, o retorno das aulas presenciais em meio à pandemia do coronavírus e afirma: "O PT da Serra vai se esforçar para resgatar sua identidade e ampliar o diálogo e debate e com a população da Serra, sempre no sentido de orientar ações para fortalecer e ampliar a democracia e a justiça social, com objetivo de melhorar a vida dos trabalhadores e do povo serrano".

A aliança entre o prefeito Sérgio Vidigal e o PT começou a trincar depois de várias nomeações de integrantes de partidos ligados ao presidente Jair Bolsonaro. O primeiro caso foi o assessor especial da prefeitura, Flávio Serri, do PL, ligado ao ex-senador Magno Malta e coordenador da campanha eleitoral do então candidato a prefeito da Serra, deputado estadual Alexandre Xambinho. 

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Comentários: 4

Agmarcarioca em Domingo, 14 Fevereiro 2021 13:33

Vidigal sempre ganha porque e bom,queria que se unise a cambada do molusco condenado

Vidigal sempre ganha porque e bom,queria que se unise a cambada do molusco condenado
Marcos em Terça, 16 Fevereiro 2021 15:11

Bem, se juntou a bolsonarista, vai fazer uma "ótima gestão" como vemos Bozo, Pançuello e seus generalecos comedores de picanha fazendo.

Bem, se juntou a bolsonarista, vai fazer uma "ótima gestão" como vemos Bozo, Pançuello e seus generalecos comedores de picanha fazendo.
Hudson em Terça, 16 Fevereiro 2021 17:25

Estao no comando dos Direitos Humanos desde 2006. Estamos em 2021 .

Estao no comando dos Direitos Humanos desde 2006. Estamos em 2021 .
Paulo Sérgio r Nonato em Quarta, 17 Fevereiro 2021 14:10

Quanta ingenuidade do PT da serra achar que a gestao de Sergio Vidigal desta vez seria diferente.Um dia voces aprendem.

Quanta ingenuidade do PT da serra achar que a gestao de Sergio Vidigal desta vez seria diferente.Um dia voces aprendem.
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Sexta, 16 Abril 2021

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