Não foi apenas a situação estabelecida com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016, agravada com a prisão do ex-presidente Lula, a causa do encolhimento do PT no Espírito Santo para as eleições deste ano.
Com reduzido número de filiações, o PT no Espírito Santo não apresentou nomes de pré-candidatos com possibilidade de vitória depois de finalizado o prazo permitido para a troca de partido sem risco de perda de mandato e também para filiação partidária.
Entre as poucas novas pré-candidaturas, destaca-se a da ex-deputada federal Iriny Lopes, também ministra no governo da presidente Dilma Rousseff, que vai disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
Para a Câmara Federal, o partido conta com o ex-prefeito de Cariacica Helder Salomão, com eleição considerada garantida por conta de sua boa atuação na Câmara dos Deputado e com reduto eleitoral sedimentado na Grande Vitória e na zona rural do Estado. Também concorre à Câmara Federal o presidente do partido, João Coser.
O que pesou mais, no cenário local, foi o racha interno do partido provocado pela política de alinhamento ao governador Paulo Hartung adotada pelo presidente estadual, João Coser, que chegou a ocupar a Secretaria de Habitação e Saneamento da atual administração.
E não foi só isso: os dois deputados estaduais do partido, Padre Honório e Nunes, candidatos à reeleição, participam da base de sustentação do governo Assembleia Legislativa de forma bastante atuante, com exceção de raras intervenções contrárias do Padre Honório. O deputado Nunes é totalmente alinhado.
Os conflitos internos do PT capixaba decorrentes dessa situação provocaram uma baixa significativa, principalmente a provocada pela saída do deputado federal Givaldo Vieira, que foi para o PCdoB, por não encontrar mais espaço no partido onde estava filiado há 29 anos.

