O PT capixaba deve se reunir logo após a definição da Nacional sobre a relação do partido com o governo Paulo Hartung (PMDB) para definir seu posicionamento. A movimentação de um grupo de lideranças do partido, sinalizando a intenção de permanecer no governo vem preocupando a base, e a possibilidade de o PT Nacional tratar o assunto como um problema menor, aumenta a apreensão.
É que a definição do PT deve sair de um encontro no próximo dia 17 de maio e com a efervescência em Brasília sobre o impeachment da presidente Dilma, a discussão do PT capixaba deve ficar em segundo plano, dependendo do cenário até lá.
A discussão foi levada para a Nacional por grupos dentro do partido que esperavam a definição de cima para baixo pela saída do PT do governo do Estado, com a entrega dos cargos que estão sendo ocupados pelo partido. Esses grupos entendem que se a decisão for levada para o diretório estadual, a deliberação pela permanência no governo seria inevitável.
No partido, a discussão esquenta porque a base entende que a partir do rompimento do PMDB nacional com a presidente Dilma, não haveria espaço para que o PT permaneça no governo. Embora o governador Paulo Hartung não se manifeste abertamente sobre o caso, o partido entende que o peemedebista faz parte da manobra que consideram golpe para a tomada de poder.
O secretário de Habitação e Desenvolvimento João Coser é quem está na berlinda nessa história. Aliado de Hartung, Coser estaria disposto a permanecer na equipe, mas precisaria de apoio para isso. Ele contaria com o apoio do deputado estadual José Carlos Nunes e o prefeito de Colatina, Leonardo Deptulski.

