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PT Nacional não admitirá alianças contrárias à candidatura de Lula em 2018

O diretório do Partido dos Trabalhadores no Espírito Santo terá que se subordinar ao Diretório Nacional nas decisões sobre as eleições de 2018. A centralização das definições foi comunicada em resolução divulgada nesse sábado (16) e tem a finalidade de fortalecer em todos os estados a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto, além de servir como ponto final nas alianças com partidos contrários ao projeto prioritário do PT.
 
“Nossa estratégia eleitoral para ser vencedora levará em conta as dinâmicas regionais, mas afirmamos categoricamente a supremacia do projeto nacional sobre as disputas locais. Para efetivar essa política, fica desde já estabelecido que toda e qualquer definição de candidaturas e política de aliança nos estados terá que ser submetida antecipadamente à Comissão Executiva Nacional”, comunicou o partido.

Essa decisão extingue de vez, no Estado, a aliança com o governador Paulo Hartung, sustentada pelo presidente regional da sigla, João Coser, que é alvo de divisão entre as várias alas do partido.   

 
“Não podemos caminhar juntos com políticos e partidos que sejam contrários à candidatura do ex-presidente Lula”, afirma o dirigente petista Perly Cipriano. Para ele, o Espírito Santo, como outros estados, terá que ter um palanque para o Lula. 
 
Para alcançar esse objetivo, o PT conversa com vários partidos, entre eles o PSB, PV e PCdoB, a fim de analisar qual a melhor opção de alianças. “O partido está construindo um programa em nível nacional e estadual, de oposição a esse governo golpista do Temer”, disse Perly.
 
“Não vamos fugir das políticas públicas voltadas para a área social, que é o legado do PT, dos governos Lula e Dilma, mas apresentar novas propostas, como o ex-presidente Lula já está fazendo em nível nacional, inclusive o plebiscito revogatório das medidas antipopulares do atual governo”, completou.
 
O PT tem 21% de aceitação do eleitorado no Espírito Santo, segundo Perly, o que demonstra que o partido pode participar da eleição majoritária. Esse tema vem sendo discutido internamente. 
 
O partido tem dois deputados federais, três estaduais e, forçosamente, terá que participar da majoritária.“Temos nomes de peso para a disputa, como os deputados federais Helder Salomão e Givaldo Vieira, o ex-prefeito de Vitória João Coser e a ex-deputada federal Iriny Lopes”, sinalizou Perly. 

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