PT, PCdoB e PPL não integram mais o blocão de Vila Velha, que agora tem 12 partidos. A informação é da diretora do PT canela-verde, Marta Gagno Intra. Ela explicou que a saída não significa um rompimento com o blocão. “Pretendemos continuar dialogando com o blocão, mas coletivamente, por meio da Frente Vila Velha de Participação Popular”.
Marta disse que PT, PCdoB e PPL já vinham conversando antes mesmo da formação do blocão no sentido de construir uma terceira via em Vila Velha com a participação popular. Ela disse que a Frente foi convidada para participar das reuniões do blocão. Marta afirmou que os três partidos foram abertos para o blocão, mas entenderam que a proposta da Frente Vila Velha de Participação Popular tem outra prioridade.
Segundo a petista, o blocão está focado na definição de um candidato de consenso, e a Frente na construção de uma proposta para Vila Velha. Ela lembrou que no próximo dia 29, a Frente lança na Câmara de Vila Velha as diretrizes dessa proposta. “A partir daí, começamos a definir o candidato que representará a Frente”.
O ex-prefeito Vasco Alves (PPL) e o Tenente Pedrini (PCdoB) já colocaram seus nomes como pré-candidatos da Frente. O PT ainda não definiu o candidato do partido, que deve ser anunciado até o dia 23 de julho. Hoje, Paulo Coutinho, liderança tradicional do PT, e o engenheiro José Márcio Martins aparecem como os cotados para disputar a pré-candidatura petista.
Gilsinho no blocão
Se PT, PCdoB e PPL saíram, o PR entra para reforçar o blocão. O deputado estadual Gilsinho Lopes esteve na reunião dessa quinta-feira (23) do blocão, e também colocou sua candidatura pelo PR. Gilsinho teria sido convidado pelo deputado estadual Hércules Silveira (PMDB) para fazer parte do blocão, que agora tem 12 partidos: PSDB, PMDB, Rede, PTC, PP, PEN, PTB, PRB, PSL, PRTB, PSDC e PR.
Gilsinho se soma a outros quatro nomes que tentam se viabilizar como candidato de consenso do bloco: Alexandre Salgado (PTC), Rafael Favatto (PEN), Jorge Anders (PTB) e Maurício Gorza (Rede). Nessa conta não entra o nome de Hércules, que é um caso à parte. O grupo espera um posicionamento de Hércules. Se ele decidir disputar, o que parece pouco provável, os demais nomes devem apoiar o deputado e discutir a composição da vice. Caso Hércules desista, os pré-candidatos passam a disputar o apoio do peemedebista.
A definição do nome de consenso continua amarrada à decisão de Hércules. A cada nova reunião, porém, a pressão sobre o deputado aumenta. Lideranças ligadas ao blocão já defendem que é preciso estabelecer uma data limite para Hércules anunciar sua decisão. “Queremos muito contar com Hércules, seja como candidato ou cabo eleitoral do blocão. Mas isso precisa ser decidido no máximo em duas semanas. A eleição é curta e precisamos pôr o blocão na rua”, disse uma liderança que não quis se identificar.

