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Rede deve ser abrigo para lideranças petistas de saída do partido

As eleições municipais deste ano revelaram um encolhimento do PT depois dos vários escândalos promovidos pela Operação Lava Jato em nível nacional, que culminaram com a queda da presidente Dilma Rousseff. Para os meios políticos, as projeções para 2018 são ainda piores. O partido dificilmente conseguirá manter o status de segunda maior bancada da Câmara dos Deputados, o que significa diminuição do fundo partidário e do tempo de TV, sem falar no arranhão na imagem, que, hoje, parece irrecuperável.

Neste sentido, a expectativa é de que no decorrer de 2017 e com a aproximação da eleição de 2018, haja um desembarque de lideranças do PT em busca de acomodação em outros partidos. De olho nessa possibilidade, quem vem se movimentando para atrair lideranças com capital político e, assim, fortalecer a novata legenda no Estado é o prefeito da Serra, Audifax Barcelos, principal liderança local da Rede Sustentabilidade.

Esse movimento começou de forma tímida, atraindo uma liderança do PT que hoje não tem grande capital político, mas serve para abrir caminho para nomes com mais densidade no futuro. Assim foi vista, pelos meios políticos, a filiação do ex-deputado estadual Roberto Carlos no partido.

Liderança da Serra, o mandato do ex-petista na Assembleia não foi de grande destaque, mesmo tendo chegado à Mesa Diretora. Longe dos movimentos sociais e alinhado ao Palácio Anchieta, ele não conseguiu ampliar sua base. O capital do ex-deputado ficou em xeque quando ele disputou a eleição ao governo do Estado, sem grande empenho na campanha. Sua candidatura foi vista como uma força auxiliar de Paulo Hartung (PMDB) contra  o então governador Renato Casagrande (PSB). O desgaste foi grande e ele ficou fora da disputa deste ano na Serra. 

No grupo do prefeito Audifax, Roberto Carlos pode tentar reconstruir um caminho, embora seu problema não seja necessariamente a imagem do PT, mas os equívocos políticos, como essa candidatura ao governo. A ida para a Rede pode, ainda, atrair outras lideranças para o partido. A intenção do prefeito da Serra é fortalecer a Rede, para que ele possa se fortalecer também, principalmente diante de seu principal desafeto político, o deputado federal Sérgio Vidigal, que tem o controle do PDT no Estado.

Já para o PT, perder algumas lideranças pode ser a oportunidade de fazer a depuração que o partido vem propondo aos filiados. Desde que Hartung chegou a governo em 2002, estabeleceu uma aliança com o partido que acabou prejudicando sua interlocução com a militância. O perfil mais pragmático das direções nesse período rendeu ao partido um bom espaço político, mas o afastou das bases e das bandeiras ideológicas que alicerçaram sua criação.

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