terça-feira, março 10, 2026
26.9 C
Vitória
terça-feira, março 10, 2026
terça-feira, março 10, 2026

Leia Também:

Reforma política afeta movimentações de principais lideranças do Estado

Assim que retornarem do recesso parlamentar, os deputados federais devem inflar os debates sobre as regras para as eleições de 2018, o que afetará diretamente as movimentações das principais lideranças do Estado para a disputa do ano que vem. No cerne da discussão estão os recursos para a campanha que pode levar a uma dança das cadeiras.
 
Para o próximo ano, o financiamento público de campanha vai continuar valendo. Como os recursos são oriundos do fundo partidário, a tendência é de que os maiores partidos saiam na frente. Neste quesito, o perde e ganha de deputados federais nas mudanças de partido merece destaque.
 
A expectativa é de que o PT, o PMDB e o PSDB, que têm as maiores bancadas na Câmara concentrem um terço dos recursos, o que, aliado à cláusula de barreira, colocará em risco a sobrevivência de alguns partidos no país. A da cláusula de barreira, (36/2016), que tramita no Congresso, traz dois pontos essenciais: elevar o caixa dos partidos e reduzir praticamente pela metade o número de legendas. 
 
Com o fim do financiamento privado de campanha, as agremiações voltam suas atenções para o fundo partidário, que seria reforçado com a reforma. A ideia é aumentar o bolo e diminuir o número de fatias, deixando-as mais generosas. ?? ai que entra a cláusula de barreira, que diminuir o número de ???comensais???. 
 
Caso a PEC seja aprovada como está, os partidos precisariam conquistar pelo menos 2% dos votos em todo o território nacional e 2% dos votos válidos em ao menos 14 unidades da Federação. Um levantamento recente do jornal O Globo apontou que apenas oito partidos cumpririam hoje esses dois quesitos: PSDB, PT, PMDB, PDT, PSB, PP, DEM E PR. Agremiações como o PPS, PRB, PCdoB, PHS, PMN e Rede, que conquistaram prefeituras de capitais nas eleições de 2016, não atenderiam os critérios da proposta.
 
O partido de Marina Silva, a Rede, não alcançaria a representação. Daí a pressão para que o partido no Estado apresente nomes para deputado federal e governador, numa tentativa de se fortalecer politicamente.
 
O partido tenta convencer o prefeito da Serra, Audifax Barcelos a disputar o governo, mas sem recursos, esse seria um projeto inviável. O prefeito tenta atrair lideranças em condições de disputar a Câmara dos Deputados para aumentar a bancada. Já o PPS vai tentar eleger o secretário municipal de Vitória, Fabrício Gandini, para cumprir uma antiga demanda da nacional de conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
 
O governador Paulo Hartung está em um espaço como no quesito recursos, já que o PMDB está entre os grandes. Mas o desgaste da imagem do presidente Temer, faz com que o governador procure outro palanque. Como o PT não é uma opção para o governador, sobraria o PSDB, onde encontra muita resistência por parte da Executiva Estadual do partido.
 
O governador busca então uma aproximação com o DEM, que também tem uma movimentação em Brasília para tentar melhorar sua posição no processo eleitoral. O presidente do Legislativo, Rodrigo Maia, vem travando uma batalha com o presidente da República Michel Temer para aumentar suas bancadas. O DEM quer mais recursos e base na Câmara e o PMDB tenta impedir que o partido consiga se inflar.
 
Neste contexto entre em cena o PSB, que desde a morte do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ficou sem uma liderança política com mandato para garantir a fidelidade dos parlamentares, o partido passou a ser assediado. A tendência é de que 10 deputados, dos 33 da bancada socialista venham a deixar a sigla, o que para Renato Casagrande, que sinaliza interesse de disputar o governo do Estado, é uma má notícia.
 
O ex-governador, que também é secretário-geral do partido e presidente da Fundação João Mangabeira, pode sofrer uma queda nos investimentos em sua campanha se a bancada diminuir, dificultando ainda mais o seu projeto no Estado.
 
Já a senadora Rose de Freitas estaria em uma situação confortável. Ela está no PMDB, não tem qualquer interesse em deixar o partido, tem um mandato que lhe garantia acomodação após a eleição, mesmo em caso de derrota na disputa ao governo do Estado e ainda tem a simpatia da direção nacional do PMDB. Neste caso, dinheiro não seria o problema.

Mais Lidas