Paulo Hartung (PMDB) agora é ''reincidente'' na Lava Jato. Em algum dia deste ano, como revelou o jornalista de O Globo, Lauro Jardim, o governador do Espírito Santo prestou esclarecimentos na Polícia Federal, em Brasília, sobre a origem dos R$ 800 mil declarados na sua prestação de contas de campanha em 2014.
O dinheiro, segundo as investigações conduzidas pela PF, é fruto de uma “nogociata” entre o DEM e a empreiteira OAS. O partido do senador Agripino Maia (RN) teria cobrado propina nas obras da Arena das Dunas, em Natal. Parte desse dinheiro teria sido destinado à campanha de Hartung.
Como na delação da Odebrecht, na qual Hartung aparece como destinatário de R$ 1,080 milhão, via “caixa 2”, a estratégia do governador tem sido a mesma: tratar a denúncia com desdém, como se tudo não passasse de um grande equívoco. Imprevisível saber, porém, como o eleitor reagirá aos candidatos carimbados com o selo da Lava Jato.

