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Relação entre deputados e secretariado de Hartung segue truncada

O discurso do deputado José Esmeraldo (PMDB) na tribuna da Assembleia, na manhã desta quarta-feira (24), deixa transparecer um clima que vem dominando o plenário da Casa desde o início desta legislatura. É visível a insatisfação com a atenção dos secretários às demandas dos deputados.
 
Esmeraldo disparou contra o secretário de Educação, Haroldo Corrêa Rocha. O deputado registrou que cerca de 200 crianças da comunidade de Morrinhos, em Cariacica, estão se deslocando a pé para escola por falta de transporte público. Esmeraldo informou que o pedido de ônibus já foi feito ao secretário de Educação, mas a demanda, segundo o deputado, teria sido ignorada por Haroldo.
 
O deputado também destacou que o secretário-chefe da Casa Civil, José Carlos da Fonseca Júnior, não tem atendido os deputados. A expectativa do plenário era que com a eleição da nova Mesa Diretora, a relação fosse mudar, já que o novo presidente, Erick Musso (PMDB), seria um nome com aval palaciano para comandar a Casa. Os secretários, porém, não melhoraram seus atendimentos aos deputados.
 
Uma nova expectativa foi criada com a mudança do líder do governo, já que a proposta era de que Rodrigo Coelho (PDT) não atuasse como Gildevan Fernandes (PMDB), que acaba criando conflitos com os colegas, dificultando a relação com o Palácio Anchieta. Com Coelho, a proposta é de que essa relação seja diretamente entre os deputados e os titulares das pastas, sem a intermediação do líder do governo.
 
A fala de Esmeraldo reflete as insatisfações dos colegas. Nos bastidores eles costumam se queixar que essa relação com o Palácio Anchieta continua muito distante do ideal. Essas rusgas foram, de certa maneira, registradas na última quarta-feira (17) pelo próprio líder do governo, Rodrigo Coelho (PDT), na ocasião da prestação de contas do governador em exercício César Colnago (PSDB). O pedetista pediu aos secretários para ajudarem em seu trabalho, recebendo os deputados e atendendo aos telefonemas.
 
O deputado Sérgio Majeski (PSDB) também se queixou da ida do secretariado para fazer claque para o governador em exercício, já que quando são convocados pela Assembleia não comparecem e também não respondem os requerimentos de informação.

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