O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) começou a julgar nesta segunda-feira (25) o pedido de desfiliação do deputado estadual Rodrigo Coelho do Partido dos Trabalhadores. A votação foi adiada, porém, por um pedido de vista, feito pelo desembargador Samuel Meira Brasil.
O relator do processo, o desembargador Aldary Nunes Júnior opinou pela procedência do pedido do parlamentar. Ele seguiu o parecer do procurador eleitoral Carlos Vinícius Cabeleira, que acatou o argumento do deputado para pedir a desfiliação do partido. Coelho alegou que o PT se afastou de sua linha ideológica.
A judialização foi o caminho encontrado para o deputado deixar o partido sem ser enquadrado na lei da infidelidade partidária. O deputado não pode usar a janela de migração que será aberta no mês de março para mudar de partido, já que a brecha só atende a vereadores, que ficam livres para migrar para outras siglas sem risco de perder o mandato.
O PT capixaba sinaliza que pretende lutar pelo mandato de deputado estadual, mas se o TRE entender que Rodrigo Coelho teve razões para mudar de partido, o mandato fica com o deputado. Se conseguir a desfiliação, o parlamentar deve se transferir para o PDT.
Mesmo assim, as articulações de bastidores indicam que ele não deve ficar na Assembleia. Coelho é cotado para retornar à Secretaria de Assistência Social do Estado,a qual comendou durante o mandato do governador Renato Casagrande (PSB). Mas a vaga continuaria com o o PDT, já que o primeiro suplente é o ex-deputado Luiz Durão, do mesmo partido. No governo, a pasta também é comandada pelo partido, por meio da ex-deputada federal Sueli Vidigal.

