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Renato Casagrande se lança ao governo com ataques a Hartung

Foto: Leonardo Sá
Citando vários pontos críticos do governo Paulo Hartung, que o afastaram da população, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) apresentou na tarde desta segunda-feira (26) sua pré-candidatura ao governo do Estado nas eleições de outubro deste ano. 
Em coletiva de imprensa realizada em seu escritório, na Praia do Canto, Vitória, Casagrande anunciou seis pilares que serão base da campanha, todos eles com a finalidade de mudar a situação atual, segundo ele, por meio de um novo modelo de gestão.
O ex-governador confirmou a formação de um bloco de oposição, inclusive com outros postulantes ao governo do Estado, num movimento que tem a participação da senadora Rose de Freitas (MDB), do prefeito de Vila Velha, Max Filho, que está de saída do PSDB, do ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas e do deputado estadual Sergio Majeski (de saída do PSDB). 
Os nomes que deverão formar a chapa para as eleições serão anunciados até o dia 7 de abril, quando termina o prazo permitido para a troca de partido sem a perda do mandato.  
Renato Casagrande anunciou, também, o presidente do PSB, Luiz Carlos Ciciliotti, como condutor das alianças com outros partidos, visando formar a chapa com os candidatos ao Senado, à Câmara Federal e à Assembleia legislativa. 
A partir de agora, serão intensificadas as conversas com lideranças de outros partidos, visando consolidar o bloco que vem sendo construído com a participação  do PPS, do prefeito de Vitória, Luciano Rezende, e do grupo liderado por Max Filho.
Retomada do desenvolvimento, democracia de alta intensidade, responsabilidade social, desenvolvimento regional, sustentabilidade e visão para o futuro são os pontos básicos apresentados pelo ex-governador, que não poupou críticas ao governo atual.  
“Há um déficit de diálogo’, afirmou Casagrande, destacando que o Espírito Santo se encontra paralisado, sem parcerias: ‘Ninguém consegue construir nada sozinho”. 
Ele afirmou que espera mais justiça da administração pública e citou a “má aplicação do dinheiro público” em vários setores, destacando a segurança e a educação. 
O ex-governador criticou a “arrogância e a prepotência do atual governo, que, somados à falta de diálogo, geraram fatos como a greve da Polícia Militar em fevereiro de 2017, que ceifou vidas e desorganizou o Estado.
Sobre o modelo de gestão, Renato Casagrande anunciou um novo mecanismo, sem especificar detalhes, e enumerou aspectos negativos do governo atual, como escolas fechadas em várias regiões do Estado, obras paralisadas e, principalmente, o fato de Hartung ter poupado recursos financeiros durante três anos para gastar tudo no final da gestão, justamente período de eleições. 

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