O pleito no Estado teve forte influência da reforma eleitoral, mas a disputa do segundo turno na Grande Vitória considerou as peculiaridades de cada município. A avaliação é do cientista político Vitor de Angelo, que destaca as renovações das Câmaras, que não confirmaram algumas projeções para o pleito proporcional, confirmando os efeitos do desgaste da classe política.
Em entrevista a Século Diário que vai ao ar neste sábado (5), ele faz um panorama dos resultados na Grande Vitória, mostrando que o ponto em comum foi a preferência da população pela permanência dos gestores, em detrimento da escolha de novidades, que foram poucas nesta eleição, e destaca cidade a cidade os movimentos da disputa.
Para o professor, nem todos os derrotados perderam ganhando, como foi o caso do deputado estadual Amaro Neto (SD). Alguns, como o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), perdeu perdendo, já que perdeu a segunda disputa consecutiva em sua principal base eleitoral.
Na avaliação de Vítor de Angelo, a expectativa de melhoria da crise econômica a partir de 2017 pode resultar em segundos mandatos melhores do que os primeiros para quem se reelegeu. Com vitórias apertadas, os prefeitos precisam apresentar resultados de gestão nos próximos anos para poder captar politicamente.
Quanto à projeção dos reflexos da eleição municipal para 2018, o professor aponta a construção do discurso do governador Paulo Hartung (PMDB) de quem faz da derrota uma vitória, repetindo que não teve participação nos pleitos.
Já a imagem projetada por Renato Casagrande (PSB) foi de fincar suas bandeiras nas vitórias de Luciano Rezende (PPS), em Vitória, e Audifax Barcelos (Rede), na Serra, embora haja controvérsias nos meios políticos sobre a fidelidade desses aliados de ocasião. O bom retrospecto do PSDB também influi no processo eleitoral de 2018.

