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Retorno de CPIs pode ajudar a fortalecer imagem da Assembleia

O Diário do Legislativo dessa sexta-feira (12) divulgou a agenda das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) em andamento na Assembleia. Depois da movimentação do governo do Estado que esvaziou as assinaturas para a criação de um grupo para investigar os contratos e os serviços da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), o retorno do trabalho dos colegiados em andamento podem ajudar a recuperar a imagem da Casa.

A movimentação também vai ao encontro do projeto da nova Mesa Diretora, de estabelecer um novo momento na Assembleia de fortalecimento do poder, com a aproximação da população capixaba. As CPIs são um canal para essa articulação, já que vem abrindo espaço para a participação popular nas reuniões dos colegiados.

Nesta segunda-feira (15), acontecerá a primeira reunião do ano da CPI da Máfia dos Guinchos, que talvez tenha trazido o maior retorno de imagem para a Assembleia. Isso porque trata de uma questão que afeta o bolso do consumidor.

A CPI apura denúncias relacionadas aos estacionamentos, pátios e depósitos de  veículos apreendidos  e possível conluio entre  autoridades e prestadores  de  serviços, que lesam o  cidadão. Apura, ainda, denúncias  de irregularidades  nas permissões concedidas pelas administrações municipais para a execução de serviço de táxi.

Já na terça-feira (16), acontece a segunda reunião deste ano da CPI da Sonegação de Tributos, um dos colegiados mais antigos desta legislatura. Se no início dos trabalhos, a CPI pareceu um canal de desagravo dos então deputados que foram incluídos nas ações da Operação Derrama, a comissão hoje toma um novo rumo.

Na primeira reunião do ano, uma extraordinária, no dia 25 de abril, os deputados da comissão deliberaram pela convocação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, delator da Lava Jato, para depor no dia 16 de maio. O ex-diretor não cofirmou a ida à CPI, mas a movimentação do colegiado já mostrou que vai levar o foco dos trabalhos para a questão da diminuição da porcentagem do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap).

 

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