O jornal Estado de S. Paulo promoveu nesta segunda-feira (21) um fórum para debater a reforma política, em tramitação no Congresso Nacional. O deputado Vicente Cândido (PT-SP), relator da PEC 77/03, o senador Ricardo Ferraço (PSDB) e o deputado Lelo Coimbra (PMDB) participaram de um dos painéis.
Em sua fala, Lelo Coimbra, líder da maioria na Câmara, lembrou do processo de transição a partir da abertura democrática. Até 2015, e desde então, de 18 em 18 meses acontecem mudanças na legislação eleitoral. Já foram 14 mexidas nas regras eleitorais. O deputado questiona, “qual a qualidade de uma produção a cada ano que antecede a eleição? Somos capazes de fazer uma reforma boa ou temos que sempre fazer uma reforma minimalista?”, provocou o deputado.
Lelo lembrou que para valer para 2018, é preciso que as regras sejam votadas até cinco de outubro e transformadas em lei, com definições da Câmara e do Senado. Como líder da maioria, o deputado defende a mudança e um debate aprofundado das regras.
Ferraço ratificou o que já havia falado em sua página no Facebook, afirmando que é contra a criação do fundo de R$ 3,6 bilhões para o financiamento das campanhas eleitorais. A posição de Ferraço encontrou amparo na fala do relator da matéria na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP), que também participou do evento, que considera inviável levantar um fundo com esse montante para o processo do ano que vem.
Na previsão dos senador o fundo público não receberá aprovação do Senado. “Dificilmente o Brasil vai alcançar um sistema perfeito. O nosso desafio é que ele dialogue com imperfeições. Acho que esse fundo público não passa no Senado. Se aprovar na Câmara, terá enormes dificuldades no Senado”, disse. Já Coimbra afirmou ter “certeza” de que a proposta não passa na Casa. “Com certeza, o fundo público não vai adiante”, acrescentou o peemedebista.

