Quem pode conseguir uma boa acomodação na chapa de consenso na eleição do PSDB nacional é o senador afastado Ricardo Ferraço. Para garantir sua condução sem disputa à presidência nacional do partido, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, vai promover a distribuição dos 20 cargos da Executiva entre os aliados dos dois desistentes da disputa: o senador Tasso Jereissati e o governador de Goiás Marconi Perillo.
Apoiador de Jereissati, Ricardo Ferraço vai entrar em uma disputa secundária bem importante pelos cargos do partido. Ficou acordado que o grupo de Perillo vai ficar com a vice e o do senador cearense com a presidência do Instituto Teotônio Vilela (ITV).
No grupo de Tasso Jereissati, a disputa pela presidência do ITV ficará entre o senador licenciado Ricardo Ferraço e o deputado federal Pedro Cunha Lima (PB). Com orçamento estimado em cerca de R$ 20 milhões, o ITV é hoje presidido pelo suplente de senador José Aníbal. No passado, quem comandou o instituto foi Luiz Paulo Vellozo Lucas.
Essa seria uma boa acomodação no partido para o senador, que disputa a reeleição no próximo ano. Presidir uma instituição partidária garante o comando da organização dos projetos políticos e das linhas de pesquisa que subsidiam as movimentações partidárias.
No PSB Nacional, por exemplo, foi o ex-governador Renato Casagrande quem comandou a construção do programa de governo do partido para o próximo ano pela Fundação João Mangabeira. O documento tem norteado as conversas dos socialistas com as lideranças para as composições visando a disputa de 2018.
Além de Ferraço, vão compor a chapa de Alckmin o vice-governador César Colnago e o prefeito de Vila Velha, Max Filho, que disputaram a presidência do PSDB estadual no dia 11 passado, com vitória de Colnago. Também participam do grupo, o senador Ricardo Ferraço, o secretário de Estado de Turismo, Nerleo Caus e a ex-deputada federal Rita Camata.

