Com o afastamento do senador Aécio Neves (MG) da presidência do PSDB, o partido deve passar por uma depuração sob a condução do senador Tasso Jereissati (CE). Neste sentido, aguça a curiosidade da classe política capixaba sobre qual a posição do senador Ricardo Ferraço nessa discussão.
Segundo o jornal Valor Econômico desta sexta-feira (4), o partido quer definir seu destino ainda este ano e aponta o senador do Espírito Santo como integrante de um grupo que busca uma articulação que retoma as origens do partido. O grupo que se intitula “Movimento Mário Covas”, prega o resgate de bandeiras como o parlamentarismo, a reformulação das teses partidárias e a independência em relação ao governo.
O movimento que engloba a “ala mais jovem” do partido, segundo o jornal, deve amadurecer sua pauta a partir de encontros semanais. O grupo não apresenta nenhuma resistência à tramitação das reformas e entende que elas são necessárias para a retomada da economia. Ricardo Ferraço, que foi relator da reforma trabalhista é um deles, e assim como os colegas entende que a reforma da previdência precisa ser melhor discutida.
Ricardo entrou no PSDB pelas mãos de Aécio Neves, oriundo do PMDB. Hoje o senador do Estado é um dos defensores da saída do ninho da base de Temer. Ricardo deixou o PMDB a partir do início da crise do PT. Mas, ao que parece, o comando interino de Jereissati não entra em conflito com Aécio Neves.
Em entrevista à Mirian Leitão, nessa quinta-feira (3), Tasso disse que elaborou ao lado do presidente afastado do PSDB, senador Aécio Neves (MG), um cronograma das discussões e ações que serão tomadas pelo partido em busca da formulação de seu novo programa de atuação – incluindo a escolha no final deste ano do pré-candidato do PSDB à Presidência da República.

