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Ricardo Ferraço reage à destituição de Jereissati da presidência do PSDB

Não é só no Espírito Santo que a disputa pela presidência do PSDB está quente. Um dia após o presidente interino do partido, Tasso Jereissati, anunciar sua candidatura à presidência do partido, o senador Aécio Neves retomou o controle do ninho tucano, destituindo Jereissati do comando da sigla.
 
Presente no lançamento da campanha de Tasso Jeireissati, nessa quarta-feira (9), o senador Ricardo Ferraço, que se afastou do Senado, também nessa quarta, segundo ele, por não concordar com o retorno de Aécio ao mandato, criticou a movimentação de Aécio pelo Facebook nesta quinta. 
 
“Ao expulsar o senador Tasso Jereissati da presidência do PSDB, o senhor Aécio Neves revela total falta de pudor e limites na defesa de seus espúrios interesses. Por não ter se curvado aos interesses do Temer, o senador Tasso é mais uma vítima do Aécio, que se transformou na maior decepção para os brasileiros. Vergonha!”, disse o senador do Espírito Santo. 
 
Ferraço também compartilhou o ofício enviado por Aécio ao gabinete de Jereissati. No documento, Aécio afirma que em razão da candidatura do colega à presidência do PSDB, formalizada nessa quarta, e “com o objetivo de garantir a desejável isonomia entre os postulantes, estou reassumindo a presidência do partido e, ato contínuo, indicando nosso mais antigo vice-presidente, o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, para conduzir com imparcialidade a eleição que se dará na convenção nacional marcada para o próximo dia 9 de dezembro”.

 

Ainda no oficio, Aécio Neves agradece a Jereissati por ter aceito a indicação e assumindo a presidência interina do PSDB nos últimos meses e desejou-lhe “sorte em seus futuros projetos”.  
 
Em entrevista coletiva, Jereissati afirmou que Aécio Neves não o queria na presidência do partido, nem disputando a presidência. Jereissati disputa o comando da sigla contra o governador de Goiás Marconi Perillo. 
 
Nos meios políticos a movimentação nacional do PSDB foi comparada à articulação local, do ponto de vista político, evidentemente, afinal, foi afastado do cargo de presidente por denúncias de envolvimento em corrupção, o que não é o caso, no Espírito Santo, de nenhum dos envolvidos na disputa pela presidência estadual. 
 
A movimentação envolve a escolha do partido em ficar na base do governo ou deixá-la. Em nível nacional, Aécio quer a manutenção do PSDB na base do presidente Michel Temer. No Estado, quem faz esse movimento, embora negue, é o vice-governador César Colnago – pelo menos é assim que as lideranças do partido veem sua candidatura. 

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