O governo do Estado deve anunciar nos próximos dias o novo líder do governo na Assembleia. A expectativa é de que o deputado Rodrigo Coelho (PDT) seja o escolhido para o cargo. Antes mesmo da confirmação oficial, o pedetista já vem desempenhando um papel em defesa dos projetos do governo no Plenário, uma espécie de líder informal.
Gildevan Fernandes (PMDB) deixou a liderança do governo na semana passada. Desde então, o cargo vem sendo ocupado pelo vice-líder, Jamir Malini (PP). Ele era um dos cotados para o cargo ao lado de Dary Pagung (PRP). Mas a escolha de Coelho se refere à qualidade da defesa do governo em um possível embate com a oposição, sobretudo com o deputado Sérgio Majeski (PSDB), que tem se debruçado nas lacunas dos projetos do governo, elevando o nível do debate.
Coelho voltou à Assembleia no ano passado, deixando a Secretaria de Assistência Social. ?? época criou-se uma expectativa de que ele fosse receber o apoio palaciano para a disputa à Presidência da Assembleia, mas houve ruídos no Plenário e a virtual candidatura de Coelho fez água.
Antes disso, ele havia mudado de partido, do PT para o PDT, o que causou muita movimentação nos meios políticos. Rodrigo Coelho era tido como uma aposta do governo no sul do Estado. No início dessa segunda parte da legislatura, Coelho voltou entrar em listas, desta vez, quando achava-se que Gildevan seria substituído pelo governador, mas Hartung manteve o peemedebista no cargo.
Mas com a saída de Gildevan, o governador precisava de um nome que não causasse conflito com o Plenário, já que esse era o grande problema do peemedebista, que estaria ingerindo em articulações dos colegas com o Executivo. Daí um movimento dos deputados pressionou o governador para a mudança do líder.
Neste sentido, Rodrigo Coelho atende tanto o governo, já que faz uma defesa mais aprofundada e embasada das matérias, e pode se compatibilizar com os colegas, caso não se envolva nas conversas dos deputados com o governo. A interlocução entre a Casa e o governo deve ser feita pelo presidente da Assembleia, Erick Musso (PMDB), mas as demandas dos deputados devem ser tratadas individualmente com os secretários e o próprio governador.
Esta é uma aresta bem mais fácil de se aparar, já que o perfil pacifista de Rodrigo Coelho não aponta para o interesse em se tornar um interlocutor e sim um líder mais articulado no Plenário da Assembleia para garantir as aprovação de demandas do governo e negociação das matérias, sempre evitando repetir Gildevan,que saía distribuindo cotoveladas nos deputados.

