O deputado Rodrigo Coelho (PDT) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira (12) para comentar a inclusão de seu nome entre os citados nas delações de Renato Amaury Medeiros e Roberto Cumplido sobre benefícios da Odebrecht.
O deputado mostrou indignação com o fato, disse desconhecer as acusações e que vai tomar as medidas legais cabíveis. O pedetista recebeu apoio de vários colegas em Plenário.
“Todos estão acompanhando as listas das delações, infelizmente, tem um Rodrigo Coelho que não se completa o nome e que todos supõem que seja eu. Preciso dizer que não conheço e nunca conversei com nenhum diretor da Odebrecht em nenhum momento da minha vida. Não sei do que se trata, tentei saber depois de abordado pela imprensa, mas não consegui. Além de não conhecer e conversar, não autorizei quem fizesse em meu nome em nenhum momento. Tenho certeza de que as pessoas que me conhecem jamais irão aceitar que tenha nenhum fundamento para citação de abertura de inquérito”, afirmou o pedetista.
Rodrigo ressaltou que sempre pautou sua vida política pela retidão no trato com a coisa pública e que iria acionar seu advogado para saber como proceder diante da citação. “Isso faz a gente que trabalha com retidão ter vergonha por aquilo que não se fez. É uma das piores sensações. Eu preciso consultar advogados para saber que passos dar. As coisas não podem correr à revelia, sou um homem público, escolhi ser e, quando o nome da gente é citado, a condenação é prévia. Reitero minha retidão na minha vida pública e pessoal. Tenho extrema responsabilidade com minha vida pública”, destacou.
O deputado Marcelo Santos prestou solidariedade ao colega, dizendo que acreditava “com todas as letras” na fala de Rodrigo. “A justiça será feita, o nome do senhor deve ter sido um mero equívoco”, completou. “Vossa Excelência é um jovem inteligente e de futuro político, assino embaixo em relação a sua honestidade. É um chefe de família exemplar, um pai maravilhoso e uma pessoa que representa sua população”, reforçou José Esmeraldo (PMDB).
Já o deputado Nunes (PT) registrou sua indignação com a inclusão do nome de Rodrigo. Ele ponderou sobre a necessidade de maior investigação antes da publicação dos nomes dos delatados. “Esse tipo de denúncia acaba sendo feita levianamente. Antes de colocar o nome ao público deveria ter uma investigação porque reparar esse dano é muito difícil”, lembrou.
O também petista Padre Honório disse que ficou “tão aborrecido” quanto Coelho quando viu o nome do pedetista na lista dos delatores da Odebrecht. “Quem são os delatores? Como são suas condutas? No desespero de querer se livrar começam a jogar todo mundo no mesmo balaio”, apontou.
Rodrigo agradeceu o apoio dos colegas e reforçou que é do seu interesse a apuração dos fatos. “Tenho certeza de que nada será encontrado e as consequências de reversão serão empregadas. As pessoas não podem usar o nome da gente assim”, concluiu.

