Quarta, 29 Junho 2022

Rose de Freitas mantém controle por mais 90 dias na Executiva do MDB

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A senadora Rose de Freitas confirmou nessa segunda-feira (21) o controle do MDB no Espírito Santo, ao assumir a quarta prorrogação na presidência da Comissão Provisória do partido, completando um ano e três meses na função sem realizar a eleição da executiva, como era esperado desde que tomou posse, em janeiro de 2021, como saída para a crise iniciada em 2018 e que deixou a legenda em situação crítica.  

Ao manter-se no controle do MDB, Rose reforça os movimentos de sua reeleição, alinhados ao governador Renato Casagrande (PSB). No entanto, ainda terá que superar barreiras que se erguem em partidos aliados, em destaque o PSB, que poderão levá-la a optar por uma disputa à Câmara Federal, segundo os bastidores políticos.

O ex-deputado federal Lelo Coimbra, que por anos ocupou a presidência do MDB no Estado e foi substituído pela senadora, figura apenas como membro na nova composição da comissão, e também é apontado como pré-candidato à Câmara dos Deputados.

O estatuto permite apenas duas renovações na direção das comissões provisórias, mas, apesar dessa determinação, a prorrogação foi autorizada pelo presidente da Nacional, deputado federal Baleia Rosssi, com prazo de 90 dias. O partido enfrenta uma situação que afeta a formação de chapas de deputado federal e estadual, no momento em que se aproxima o prazo final, 1º de abril, para os candidatos definirem a filiação partidária.

Na diretoria da executiva confirmada pela Nacional figuram ainda o deputado estadual Hércules Silveira, secretário geral, que esteve conversando com outros partidos para garantir espaço para a reeleição, e a ex-senadora e ex-deputada estadual Luzia Toledo, tesoureira. Os membros, além de Lelo, são Ana Paula Togo da Silva, Hermínio Benjamin Hespanhol, Josafa Storch e Nubia Rocha dos Santos.

O MDB, que vem sofrendo debandada de quadros desde 2020, enfrenta questões pendentes na Justiça Eleitoral decorrentes da gestão de Rose e dificuldades para consolidar nomes para as chapas fortes para as eleições de outubro. A crise, acirrada ainda na gestão de Lelo Coimbra, provocou a expulsão do partido do deputado estadual José Esmeraldo e do ex-deputado federal Marcelino Fraga, em 2021.

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