O secretário de Educação Haroldo Correa Rocha foi um dos alvos de críticas dos deputados estaduais na sessão desta terça-feira (16) na Assembleia Legislativa. Para o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), Haroldo Rocha e Paulo Ruy (Transportes) são os coveiros do governo do Estado. O primeiro porque tornou a situação da educação caótica; e o segundo porque engessou todos os projetos de mobilidade urbana no Estado ao enterrar o BRT. O deputado Sérgio Majeski (PSDB) aproveitou para reiterar as críticas à política de educação do governo do Estado.
Enivaldo dos Anjos apontou as medidas dos dois secretários como negativas para a imagem do governo do Estado, já que elas vêm encontrando resistência com a população. O deputado se referia no caso da educação, ao fechamento de turmas e escolas. No caso dos Transportes, o recuo do governo na discussão do BRT – projeto que tinha como proposta a implantação de corredores urbanos para ônibus na região metropolitana da Grande Vitória.
O deputado Sérgio Majeski ocupou a tribuna para tratar das políticas de educação, tema que vem abordando desde que assumiu o mandato com conhecimento de causa. O deputado criticou o anúncio da liberação de wi-fi nas escolas da rede pública. O deputado considerou inversão de prioridades discutir o acesso a internet, sendo que algumas escolas não têm caneta para o quadro branco no retorno às aulas.
O tucano que visitou mais de cem escolas do Estado no ano passado também falou sobre a polêmica do fechamento de turmas, turnos e escolas e lembrou que há uma decisão judicial para que o governo recue e efetue as matrículas dos alunos.
Chamou a atenção, durante a discussão do Expediente da Casa, um pedido para reforma das instalações elétricas, vazamentos, troca de janelas, reforma do muro da escola e dos banheiros, da Escola Maria Ericina Santos, localizada no Centro de Vitória.
O curioso é que esta é uma das escolas fechadas pelo governo e que não têm previsão para reabrir as matrículas, mesmo com decisão judicial favorável aos alunos. A deputada Luzia Toledo (PMDB) explicou que o pedido para reforma foi feito pela comunidade escolar, antes da polêmica do fechamento de turmas.

