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Sedu prorroga edital de adesão ao Escola Viva

A Secretaria de Educação do Estado (Sedu) prorrogou o prazo de credenciamento das unidades estaduais de ensino interessadas em integrar, a partir de 2016, o Programa Escolas Estaduais de Ensino Médio em Turno Único, denominado Escola Viva. O edital foi publicado no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (9). Esse é o principal projeto político do governador Paulo Hartung (PMDB), mas não tem empolgado as escolas. 
 
O prazo inicial para a adesão era até 29 de outubro, mas foi prorrogado para 30 de novembro. O processo de escolha das escolas que receberão o programa será concluído e publicado em dezembro próximo. 
 
O secretário Haroldo Rocha havia enviado ofícios para as escolas, convidando para a adesão ao programa, mas a maioria das unidades não tem a estrutura que o governo exige para abrigar o programa. Isso faz com que o mercado político entenda que a implantação é seletiva. Até o momento, o projeto, que foi promessa de campanha do governador Paulo Hartung, foi instaurado em uma unidade depois de muita controvérsia. A Sedu já anunciou mais uma unidade para 2016.
 
A primeira escola foi implantada no meio do ano, na antiga Faesa, em São Pedro, Vitória, e a adesão dos estudantes não foi o esperado. Muitos alunos foram convidados a participar do programa, assim como muitos professores. A segunda unidade, também será instada em uma escola que não está na rede de ensino, a escola escolhida em Planalto Serrano, na Serra é nova e será inaugurada no início do ano. 
 
Além de poucas escolas atenderem às exigências da Sedu para aderir ao programa, a bandeira do governo vai de encontro à pauta da comunidade, escolar, o que desestimula a adesão. Isso porque o governo implantou o projeto sem discutir a estrutura nas demais 500 escolas do Estado. Com problemas estruturais e uma política de condensamento de turmas, a situação tem sido tensa. Mais de 400 turmas foram fechadas no Estado desde o início do ano para atender à política de cortes de gastos do governo.
 
Além disso, a ampliação do número de unidades do Escolas Vivas atende à política de parcerias do governo com o empresariado. No Espírito Santo, a gestão dessas escolas é feita pelo Instituto de Corresponsabilidade Educacional (ICE), uma parceira financiada pela ONG Espírito Santo em Ação.

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