José Carlos Nunes, secretário de Esportes, é o principal representante da sigla na gestão

O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou que seus filiados deverão entregar os cargos que ocupam no Governo do Estado até o próximo dia 1º de abril, um dia antes da posse de Ricardo Ferraço (MDB) para ocupar a cadeira de Renato Casagrande (PSB). A decisão foi aprovada em reunião do diretório estadual realizada nessa terça-feira (24).
Em nota oficial nas redes sociais, o partido citou a necessidade de “unidade estratégica” em torno das candidaturas de Lula para presidente, Helder Salomão para governador e Fabiano Contarato para senador. “A decisão busca garantir a coerência e o alinhamento na preparação para o processo eleitoral que se aproxima”, diz o texto.
O principal representante da sigla na gestão estadual é o secretário de Esportes e Lazer, José Carlos Nunes, que já tinha saída prevista, uma vez que pretende se candidatar a deputado estadual. Mesmo assim, haveria a possibilidade de outro nome do PT ocupar o cargo.
Acontece que, a partir do dia 2 de abril, Casagrande vai deixar o mandato de governador para o seu vice, que é antipetista. Quando era senador, Ricardo Ferraço votou a favor do impeachment da então presidente, Dilma Rousseff (PT), e depois, já sob a Presidência de Michel Temer (MDB), foi o relator da Reforma Trabalhista de 2017 no Senado.
Ferraço também foi um dos presidentes de diretórios estaduais do MDB que assinaram um manifesto direcionado ao presidente nacional do partido, Baleia Rossi, no início deste mês. O texto defendeu “independência” da sigla em relação à eleição presidencial e direcionamento do foco das ações aos “processos eleitorais regionais” e “composições para Casas Legislativas”. A movimentação antecipou possível articulação para que representante do MDB pudesse ser indicado como vice na chapa liderada pelo presidente Lula.
Desde as primeiras sinalizações de que Renato Casagrande escolheria Ricardo Ferraço para sucedê-lo, o PT se viu obrigado a articular uma candidatura própria para o Governo do Estado. Apesar disso, os petistas pretendem apoiar Casagrande como um segundo candidato a senador. Atualmente, o Partido dos Trabalhadores tem realizado plenárias pelo Estado para a formulação de seu programa de governo.
Pesquisa
De acordo com um levantamento espontâneo de intenção de votos da Paraná Pesquisas, divulgado este mês, 69,4% dos eleitores do Espírito Santo ainda não decidiram em quem vão votar para governador nas eleições de outubro deste ano. Helder Salomão aparece com 1,1%, empatado tecnicamente com Arnaldinho Borgo (PSDB), com 1,5% – que desistiu de concorrer, e atrás de Ricardo Ferraço, 5,5%; Lorenzo Pazolini (Republicanos), 6,8%; e Renato Casagrande (que não pode se reeleger), com 7,9%.
Em relação à rejeição, foi feito apenas levantamento estimulado. Helder Salomão aparece como o mais rejeitado, com 29,9%, seguido por Arnaldinho (22,8%), Ricardo Ferraço (16,6%) e Lorenzo Pazolini (12,3%). Não souberam ou não quiseram opinar foram 20,1%, enquanto 17,7% disse que pode votar em todos.
Nas intenções de voto espontâneos para o Senado Federal, o número de indecisos também se destaca, chegando a 77,3%. O pré-candidato que ficou em primeiro lugar foi Renato Casagrande. Em seguida, há uma lista de pré-candidaturas empatadas na margem de erro, começando por Fabiano Contarato (PT), 1,5%; Evair de Melo (PP), 1,2%; Magno Malta (que não precisará tentar reeleição este ano), 1%; Maguinha Malta (PL), 0,9%; Marcos do Val (Podemos), 0,8%; Sergio Menegueli (PSD), 0,7%; Lorenzo Pazolini, 0,6%; Paulo Hartung (PSD), 0,6%; Euclério Sampaio (MDB), 0,4%; Arnaldinho Borgo, 0,3%; Callegari (DC), 0,2%; Manato (Republicanos), 0,2%; e “outros nomes citados”, com 0,5%.

