quarta-feira, abril 8, 2026
26.3 C
Vitória
quarta-feira, abril 8, 2026
quarta-feira, abril 8, 2026

Leia Também:

Sem espaço na Serra, Casagrande pode subir no palanque de Givaldo

O ex-governador Renato Casagrande (PSB), que superou Paulo Hartung (PMDB) na Serra nas eleições de 2014, procura espaço para articulação no município para a disputa deste ano. O problema é encontrar um espaço diante das movimentações palacianas com os nomes colocados no pleito. 
 
O caminho natural de Casagrande seria o palanque do deputado estadual Bruno Lamas (PSB), mas nos meios políticos locais não há muita convicção de que a candidatura vá mesmo vingar. O atual prefeito Audifax Barcelos venceu a disputa em 2012 pelo PSB, mas mudou de partido, filiando-se à Rede Sustentabilidade. Desde então passou a buscar a aproximação com o governador Paulo Hartung. 
 
Casagrande passou então a tentar uma costura com Vandinho Leite (PSDB). Vandinho, que também já passou pelo PSB, desponta como uma terceira via para a eleição serrana, mas uma articulação comandada pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB) deve levar o candidato para outro caminho. 
 
Amigo de Vidigal, o senador seria o interlocutor de uma aproximação entre Vandinho e o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), que pode resultar na união das duas lideranças dependendo da conjuntura local, com um dos dois encabeçando a chapa e sendo apoiado pelo outro. 
 
Neste sentido, o único espaço viável para Casagrande na Serra seria o palanque de seu ex-vice-governador Givaldo Vieira (PT). O deputado federal vem construindo um palanque alternativo no município. As posições do PSB e do PT em nível nacional não representariam obstáculos para a aliança. 
 
A questão seria a de buscar formas de aumentar a musculatura do deputado federal para a disputa. Givaldo vem fazendo encontros nos bairros e reunido lideranças para debater o processo eleitoral, enquanto constrói um programa de governo para apresentar no processo eleitoral. Mas ainda precisa superar o fato de nos últimos anos ter se afastado da base eleitoral.

Essa articulação também só daria certo se Givaldo vier a encabeçar a chapa petista, o que criaria um vínculo com o governo passado, o mesmo efeito não teria se o candidato do PT for outro. 

Mais Lidas