As movimentações na Assembleia Legislativa para a definição dos cargos que vão compor a chapa única para a nova Mesa Diretora a ser eleita nesta quarta-feira (1), duraram todo o dia dessa segunda (30) e seguem nesta terça-feira (31). Até o fim do dia a chapa deve ser protocolada, mas as dificuldades são grandes de acomodação.
Definidas mesmos só duas questões, a primeira de que Erick Musso (PMDB) será o presidente nos próximos dois anos e que Theodorico Ferraço (DEM), que deixa o cargo, recuou e vai presidir a sessão da eleição da Mesa.
Os demais cargos, ainda dependem de resolver um impasse: a primeira via é a de os deputados fecharem a chapa com Raquel Lessa (SD) – que estaria mais próxima da definição – e Marcos Bruno (Rede) ou outro deputado do grupo de “independentes”, como o deputado Josias Da Vitória (PDT).
Mas o grupo pode emplacar um nome com mais experiência. É ai que surge o nome do deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) para aumentar a musculatura política da Mesa Diretora. Esta última via ganhou força na tarde dessa terça-feira, com dois anos difíceis pela frente, passando pela disputa à reeleição, a Mesa vai precisar de pulso firme e a inexperiência de seus membros pode ser um ponto desfavorável.
Outro nome que ganhou força nos bastidores foi o do deputado Marcelo Santos (PMDB), que teria sido o principal incentivador da candidatura de Erick Musso. Marcelo Santos estaria buscando fortalecimento para se legitimar como candidato a liderança e mostra condições de fortalecer Musso na presidência, que deve sofrer com a artilharia pesada do plenário de Theodorico Ferraço e outros.
Para os meios políticos o impasse se dá pelo fato de o Palácio Anchieta ter endossado apenas o nome do presidente e o restante da composição da Mesa ter ficado para os deputados. Sem uma sinalização palaciana, os deputados passaram a se digladiar pelos espaços da Casa, em busca do fortalecimento de suas bases eleitorais, de olho na disputa de 2018.
Sem o controle espartano de Theodorico Ferraço, o campo fica livre tanto pela disputa por cargos como por espaço político, mostrando que independentemente da composição da chapa única, a gestão de Erick promete chuvas e trovoadas no plenário da Assembleia.

