Desde o ano passado, a classe política já notou que há uma parceria entre os senadores Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB). Além das agendas comuns, os parlamentares, de tão afinados, vêm sendo chamados nos bastidores de “Batman e Robin”. Ambos têm ensaiado uma dobradinha para 2018. Como o governador Paulo Hartung (PMDB) já demonstrou interesse no Senado, Magno e Ricardo querem garantir suas vagas.
Os ensaios do governador vêm testando o mercado político na tentativa de uma acomodação que garanta uma eleição tranquila, mas que até o momento não surtiram efeito. Em janeiro passado, Hartung fez um movimento frustrado para retornar ao PSDB. A ideia seria a de ingressar no partido para, assim, controlar o processo eleitoral em que o ninho tucano tem mais peças para mover.
A principal delas seria o senador Ricardo Ferraço. Hartung entraria no PSDB para disputar a vaga ao Senado, oferecendo a disputa ao governo a Ricardo Ferraço, enquanto o vice-governador César Colnago (PSDB) teria de se contentar com a disputa à Câmara dos Deputados. Mas a articulação deu errado, porque o partido não foi muito simpático à filiação do governador.
Agora, Hartung investe em outro movimento, que também pode ser outro balão de ensaio, com a tentativa de aumentar a musculatura do deputado estadual Amaro Neto (SD). O governador deixa transparecer que poderia apoiá-lo em uma eventual disputa ao Senado.
Se o nome de Hartung mirava a vaga de Ricardo Ferraço, o nome de Amaro teria mais apelo entre o eleitorado de Magno Malta. E aí o governador conseguiria criar uma instabilidade no jogo político até 2018. Com o entendimento do mercado de que a disputa ao Senado vai atrair mais atenção na próxima eleição do que a sucessão estadual, o governador precisará de um nome para o Senado, seja para disputar a reeleição ou mesmo para lançar um candidato governista.

