Quinta, 20 Janeiro 2022

Sergio ​Majeski diz que 'Jair Bolsonaro não pode fazer o que quer'

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"Um governo não pode fazer aquilo que ele quer que aconteça, mas aquilo que está previsto constitucionalmente e o que for acordado entre as instituições e a vontade do povo". A afirmação é do deputado estadual Sergio Majeski (PSB), em pronunciamento nesta segunda-feira (9) na Assembleia Legislativa, no qual criticou o presidente Jair Bolsonaro e apontou: "Nós não podemos ter arremedos de Hugo Chaves no Brasil [governante da Venezuela já falecido, considerado ditador por alguns setores políticos], precisamos olhar para frente e cair na real".

O parlamentar chamou a atenção para a questão "inócua e sem sentido de voto impresso, que desestabiliza as instituições e os poderes, algo inacreditável e absurdo".

"A democracia é uma grande conquista do processo civilizatório, não é de forma nenhuma um sistema perfeito, tem que ser aperfeiçoada. Democracia não é algo que você chega a determinado ponto e está pronto e acabado. É algo em que a história evolui, vai se aperfeiçoando. Nem mesmo as democracias mais maduras, como as democracias europeias e norte-americanas, que têm muita coisa a melhorar. Até porque, a própria sociedade muda seus objetivos", disse o deputado.

Majeski acrescentou em seu discurso que, "no Brasil, temos pouco mais de 30 anos de democracia e, se a gente estudar a história, constataríamos que esse é um dos períodos mais longos de democracia, porque intercalamos a nossa história com períodos de ditadura e de democracia. Ela se sustenta através das instituições e do voto popular".

Para ele, as instituições e os três poderes foram constituídos "para que nenhum governante da República se autodetermine em pode fazer aquilo que ele bem entende" e enfatizou que o país vive um "momento muito complicado. Essa crise institucional instalada foi criada, sim, pelo próprio presidente a Republica e é algo muito preocupante, pois isso espanta investidores e impede que a gente se debruce em cima daqueles que são os grandes problemas da nação. Quem lá fora vai olhar para o Brasil e dizer, olha se o próprio presidente duvida das suas instituições, como podemos investir nesse país?".

O pronunciamento abordou ainda os 560 mil mortos pela Covid, 14 milhões de desempregados, e a economia em frangalhos: "Nós temos duas reformas importantes, gigantescas no Congresso, em que o Executivo Legislativo e a sociedade deveriam estar debruçada para que saíssem a melhor possível, que são a reforma Tributária e a Administrativa. Deveria haver uma união entre poderes e instituições, a União e os estados para tenta criar oportunidades e o que fazer para recuperar a economia e os empregos nesta nação; o que fazer para retornar crianças e adolescentes todos nas escolas, e isso é o que nos interessa. O resto é apenas o resto, para criar confusão".

Sergio Masjeski ressaltou, "abismado", que está previsto para ir a plenário, na Câmara dos Deputados, a votação do voto impresso, nesta quarta-feira (11), mesmo dia em que foi anunciado um desfile de tanques de guerra em Brasília. "O que isso significa? Nós não podemos ter arremedos de Hugos Chaves no Brasil. Precisamos olhar para frente e cair na real. Esse país tem 220 milhões de habitantes e todos ávidos por soluções para os problemas, que são graves, e não por criação de mais problemas completamente desnecessários e sem sentido e que nos levará ao abismo", reiterou.

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Comentários: 1

Agmarcarioca amigo do mito em Terça, 10 Agosto 2021 21:49

um deputado estadual querendo criticar um presidente da republica esse e uma piada o seu governador vai ficar 4 anos falando em covid nunca ouvi falar no seu nome,por todo o Brasil ouço muito o nome de Sergio Meneguelli

um deputado estadual querendo criticar um presidente da republica esse e uma piada o seu governador vai ficar 4 anos falando em covid nunca ouvi falar no seu nome,por todo o Brasil ouço muito o nome de Sergio Meneguelli
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