Em uma Assembleia que se mostrou submissa ao governo do Estado, o nome de destaque neste primeiro ano da atual legislatura foi o deputado Sérgio Majeski (PSDB). Além de não se submeter às determinações palacianas sobre os projetos que chegam à Casa, ele também não adere à pratica corporativista que sempre imperou no Legislativo Estadual.
Em entrevista a Século Diário, que vai ao ar excepcionalmente nesta segunda-feira (21), o tucano faz uma avaliação de seu desempenho na Casa e dos reflexos de sua postura crítica no plenário e entre o seu eleitorado. Diz que vem sendo incentivado pelas pessoas nas redes sociais e na rua.
Deputado de primeiro mandato, o tucano tem se posicionado contrário em questões de interesse palaciano, como a forma como está sendo discutido e implementado o programa Escola Viva. Na entrevista, ele explica as razões pelas quais acredita que o programa deveria ser feito de uma forma mais democrática.
Sobre esse tema, o deputado, que é professor da rede privada, entende que o governo deveria dar prioridade à recuperação das escolas que estão em situação crítica no Estado em vez de apostar em um projeto que serve apenas para criar vitrine política para o governador.
O deputado fala também sobre sua paradoxal vivência com o PSDB, partido que é base do governo, tendo, inclusive o vice-governador. Mas ele garante não ser pressionado pela Executiva por causa de sua postura. O parlamentar, que chegou a ser cogitado como um possível nome à disputa de Vitória, fala sobre o processo eleitoral de 2016 e seu namoro com o Rede Sustentabilidade.

