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Sérgio Vidigal fica no fogo cruzado entre eleitores e PDT

O deputado federal Sérgio Vidigal deve enfrentar uma pressão muito forte da cúpula do PDT por cravar sua decisão favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), que deve ser votado pela Câmara no próximo domingo (17). A decisão contraria a orientação da bancada  pedetista que fechou questão pela manutenção do mandato da presidente Dilma. 

 

Isso colocou Vidigal em meio a um fogo cruzado. De um lado, parte de seu eleitorado apoia a saída da presidente e o partido se mantém firme na base de Dilma. Mas o enfrentamento com a nacional não deve ficar barato, já que o PDT não liberou os deputados que não concordavam com a decisão do partido a votar livremente. 
 
O clima de insatisfação no partido com a decisão de Vidigal, que seguiu a definição do PDT estadual, pode ser sentido pela mensagem deixada pelo ex-ministro Ciro Gomes. Ele disse que Vidigal será cobrado pela história. O caso do deputado ganhou repercussão nacional e deve virar pauta da reunião da Executiva do Partido. 
 
A ligação muito forte do deputado capixaba com o presidente do partido, Carlos Lupi, pode até abrandar a pressão interna, mas nem mesmo o cacique pedetista estaria satisfeito com a posição de Vidigal. Nos meios políticos, restrições muito graves não são esperadas. Mas em uma situação mais extrema, Vidigal pode, por exemplo, não conseguir legenda, se for mesmo disputar a eleição à prefeitura da Serra este ano.
 
Embora o deputado venha afirmando que sempre se posicionou a favor do impeachment, não é bem assim. O deputado, no início do ano, evitava cravar sua posição, mas depois de pressionado por parte do eleitorado e pelos pedetistas dos Estado passou a defender o impedimento da presidente. 
 
Antes disso, a relação era bem diferente. Vidigal chegou a ocupar o cargo de secretário de Políticas Públicas do Ministério do Trabalho, depois que escândalos políticos envolvendo a pasta vieram a público em 2013. Em 2015, ele chegou a ser sondado para retornar ao Ministério. Não aceitou, e passou a defender um afastamento do governo Dilma para que o partido tivesse mais independência na Câmara. 
 
Ele chegou a sugerir que o partido entregasse os cargos. Mas a cúpula pedetista decidiu pela permanência na base do governo. O deputado federal parece apostar na longa jornada que tem dentro do partido, mais de 30 anos de militância e no comando da sigla no Estado, para evitar que sua posição venha a ser punida dentro da nacional. 

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