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Servidor da Assembleia, ex-vereador se junta à marcha de Nikolas Ferreira

Léo Camargo, de Cachoeiro, tem jornada de 40h semanais e salário-base de R$ 11,2 mil

O ex-vereador de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado) Léo Camargo (PL) anunciou em suas redes que está indo ao encontro da “marcha até Brasília” mobilizada pelo deputado federal bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG). Em vídeo publicado na tarde desta quinta-feira (22), ele comunicou que havia chegado a Belo Horizonte (MG). Ocorre que Camargo, que foi o segundo candidato a prefeito de Cachoeiro mais votado em 2024, atualmente ocupa cargo comissionado na Assembleia Legislativa.

Camargo e companheiros de viagem a caminho da marcha. Foto: Redes Sociais

Em 17 de outubro do ano passado, Léo Camargo foi nomeado como subdiretor de Controle Social e Conselhos Municipais da Secretaria da Assembleia, com salário-base de R$ 11,2 mil. Em dezembro, de acordo com o Portal da Transparência, ele recebeu remuneração líquida de R$ 16,8 mil, tendo em vista outras remunerações além do subsídio, incluindo auxílio-alimentação (R$ 3,8 mil), abono (R$ 1,2 mil) e décimo terceiro salário proporcional ao tempo de serviço (R$ 3,8 mil). O total de deduções do montante bruto foi de R$ 3,3 mil

Antes de se tornar subdiretor, Léo Camargo tinha sido nomeado em junho do ano passado para o cargo de técnico júnior no gabinete do deputado estadual Callegari (DC), de quem é bastante próximo, com salário-base de R$ 5,3 mil. Inclusive, em julho, Camargo recebeu do deputado a medalha da Ordem do Mérito Domingos Martins, a mais alta honraria da Assembleia.

O legislativo estadual está de recesso até o início de fevereiro, entretanto, nesse período, apenas as sessões do plenário deixam de ser realizadas. A Casa dos Municípios, a unidade administrativa onde o ex-vereador de Cachoeiro está lotado, mantém funcionamento em dias úteis. Além disso, as férias de Camargo estão previstas para o período entre 25 de junho a 24 de julho de 2026, conforme escala publicada no Diário Oficial do Legislativo no último dia 1º de dezembro.

Em nota para Século Diário, a diretoria da Casa dos Municípios da Assembleia informou que Léo Camargo “comunicou ausência nesta quinta-feira (22) e que solicitou abono referente à sexta-feira (23), conforme procedimentos administrativos internos”. De acordo com a Lei Complementar nº 46/1994, os servidores públicos estaduais têm direito a até seis faltas anuais abonadas para tratar de assuntos pessoais.

Século Diário também procurou Léo Camargo diretamente, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

Companheiros de caminhada

A “marcha até Brasília” iniciada esta semana por Nikolas Ferreira visa defender a libertação dos condenados pela tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e pressionar pela derrubada do veto do presidente Lula (PT) ao projeto de lei que prevê redução de pena para os golpistas, o “PL da Dosimetria”. Durante a caminhada, Camargo poderá encontrar outros capixabas, como o próprio deputado estadual Callegari e o vereador de Vitória Dárcio Bracarense (PL). O senador Magno Malta (PL), que está com mobilidade reduzida por conta de problemas de saúde, também apareceu na caminhada.

Até o ano passado, Léo Camargo se colocava como pré-candidato a deputado estadual, na esteira de sua boa votação para a Prefeitura de Cachoeiro. Nas últimas semanas, passou a ser cotado como possível candidato a deputado federal pelo União Brasil.

Segundo informações de fontes que acompanham as articulações políticas estaduais, essa seria uma forma de o presidente da Assembleia, Marcelo Santos, chefe estadual da sigla e também pré-candidato para a Câmara dos Deputados, fortalecer a chapa e ainda colocar alguém que disputasse votos em Cachoeiro com o deputado estadual Dr. Resende (União), que deverá migrar para o Podemos, também em busca de uma cadeira no Congresso Nacional.

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