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​Servidores de Itapemirim denunciam prefeito por assédio e atraso de benefício

Peças e outdoors estão afixadas em locais de grande movimentação no município do sul do Estado

Divulgação

Uma campanha contra o prefeito de Itapemirim, Thiago Peçanha Lopes (Republicanos), que teve o mandato cassado em junho, mas ainda se mantém no cargo, foi deflagrada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Itapemirim (Sindiserv), com denúncias de assédio moral, perseguição política, atrasos e não pagamento de direitos garantidos em lei, entre eles o tíquete refeição, no valor de R$ 300.

O município, no sul do Estado, consta da relação dos três maiores beneficiários dos royalties de petróleo no Espírito Santo, mas acumula dívidas com os servidores, provocando revolta. 

Segundo o presidente do Sindiserv, Cleverson Maia, o prefeito usa como justificativa para o atraso o município não ter dinheiro, devido à crise da pandemia do coronavírus, “mas enquanto fala isso para a Justiça, cria outras despesas que custarão milhões para os cofres públicos”.

De acordo com Maia, o número de denúncias de assédio moral e perseguição política registra um salto de mais de 500% no município e isso resultou numa campanha em protesto.

“Nós confiamos na Justiça, mas o fato é que a pandemia está tornando o andamento de processos mais lento que o de costume e não aguentamos mais sofrer calados. Por isso começamos uma campanha que será através de outdoors espalhados pelo município e manifestações, tanto presenciais como virtuais, para que todos saibam o quanto o servidor de Itapemirim vem sofrendo com tanto desrespeito, afirmou.

O poder público municipal de Itapemirim é o maior empregador na cidade e os servidores públicos são os principais consumidores do comércio local. O prejuízo acumulado desses servidores reflete no comércio diretamente, criando um ciclo de prejuízos econômicos onde todos perdem.

Cassação

Thiago Peçanha Lopes (Republicanos), e seu vice, Nilton Santos, do mesmo partido, foram cassados por decisão do Tribunal regional Eleitoral (TRE) no dia 9 de junho, que confirmou sentença do juiz Romilton Alves Vieira. Os dois permanecem no cargo por força de recurso – Embargo de Declaração -,que, embora não altere a sentença, retarda o seu cumprimento.

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