A sessão ordinária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (6) terminou com apenas 38 minutos de duração. Mesmo com número suficiente de deputados em plenário para manutenção dos trabalhos, após pedido de recomposição de quórum feito pelo líder do governo, Rodrigo Coelho (PDT), os parlamentares da base não registraram presença e a sessão foi encerrada.
Isso vem ocorrendo com bastante frequência nas últimas semanas, devido também ao não comparecimento de deputados na Casa. Para que a fase de votação aconteça, são necessários no mínimo 16 deputados no plenário, de um total de 30. A ordem do dia desta quarta tinha 16 projetos na pauta para serem votados.
Após o pedido de recomposição de quórum do deputado Rodrigo Coelho (PDT), ainda na fase das comunicações, apenas seis parlamentares confirmaram presença, e a sessão teve que ser encerrada ainda com pouco tempo de duração. O fato é que cerca de cinco minutos antes, o painel mostrava que 25 estavam presentes.
O deputado estadual Sergio Majeski (PSB) mais uma vez criticou o ocorrido e cobrou mais responsabilidade com a população. Para ele, essa atitude foi uma manobra do líder do governo juntamente com o presidente da Assembleia, deputado Erick Musso (PRB), combinado com a maioria dos aliados do governo para impedir que o parlamentar falasse se pronunciasse em plenário.
Logo após o pedido de recomposição de quórum, Majeski pediu que fosse aguardado o final da fase de comunicações. “Eu estou na ordem para falar e acho que é uma deselegância do deputado Rodrigo Coelho pedir a recomposição para a sessão cair porque eu estou na lista e eu preciso falar”, disse o deputado.
Enivaldo dos Anjos (PSD), que presidia a sessão, indeferiu inicialmente o pedido, alegando que o plenário estava cheio no momento. Erick Musso retornou à Mesa e assumiu a presidência, aceitando o pedido de recomposição de quórum, sendo a sessão encerrada logo após.
Vale lembrar que mais da metade dos deputados que hoje fazem parte do plenário serão candidatos nas eleições deste ano.

