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Sessão especial na Assembleia debate novamente Escola Viva

O projeto Escola Viva foi um dos temas abordados na sessão especial realizada na Assembleia Legislativa na noite dessa terça-feira (28). A comunidade escolar demonstrou preocupação com o rumo do debate. A principal é de que estudantes carentes de escolas tenham de dar lugar a estudantes de classe média, que não precisam trabalhar, com aconteceu em Pernambuco, onde o projeto foi implantado há mais de uma década.
Os participantes do evento cobram mais participação popular na discussão da matéria, que foi aprovada nessa terça-feira na Comissão de Cidadania, com 33 emendas. A matéria segue agora para a Comissão de Ciência e Tecnologia, e depois será analisada, no mérito, pela Comissão de Educação.
A sessão especial foi proposta pelo deputado Sérgio Majeski (PSDB), em comemoração ao Dia Internacional da Educação. Também participaram do evento os deputados do PT José Carlos Nunes e Honório Siqueira. 
Embora o governo ainda não tenha definido sequer quais escolas vão receber o projeto, a preocupação nas escolas visitadas pela Secretaria de Educação é grande. O governo pretende implantar o projeto já no segundo semestre, no meio do ano letivo. Um exemplo disso acontece no Colégio Estadual, localizado na Capital. 
A escola atende a dois mil alunos, e o governo quer utilizar o espaço para iniciar a experiência do novo modelo de ensino, pois o estabelecimento oferece boa estrutura e opções de esporte e lazer com piscina e quadras de esportes. Há na escola muitos alunos que trabalham e metade do corpo dissente teria que ser removida para outra escola. 
A presidente da Associação de Pais de Alunos do Espírito Santo (Assopaes), Cida Araújo, rebateu um argumento dos aliados do governo. A comunidade escolar entende que o projeto deve ser implantado em escolas novas e não na rede atual. 
Os aliados do governo afirmam que isso inviabilizaria o projeto. “Isso não inviabiliza nada. A educação havia parado antes do Escola Viva? Nunca parou e nem vai parar. Não precisa dessa pressa toda, há tempo para construírem novos espaços”.   

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