Por enquanto, a sessão da Assembleia que vai definir a composição das comissões permanentes da Casa, está confirmada para esta terça-feira (7). O presidente do Legislativo, Erick Musso (PMDB), porém, vai acompanhar os desdobramentos da crise na segurança do Estado para confirmar se haverá mesmo sessão.
Enquanto isso, o deputado Amaro Neto (SD) segue o trabalho de costura para a acomodação dos partidos nos colegiados da Assembleia. Amaro foi escolhido vice-líder do blocão que elegeu a chapa única à presidência da Casa. Com a eleição de Erick, ele passou a comandar o blocão e ficou responsável pela divisão. As presidências já estariam consolidadas, mas ainda faltam acomodações partidárias.
A formação do blocão é um recurso para garantir equilíbrio de forças na composição dos colegiados. O artigo 32 do Regimento Interno estabelece que a distribuição das vagas nos colegiados obedecerá ao princípio da representação proporcional de cada partido.
Por essa lógica, quanto mais membros um partido contar, mais vagas preencheria em cada comissão. Mas como o artigo 31 do RI abre brecha para a possibilidade de instituição de blocos, que funcionam como um “guarda-chuva” a abrigar várias siglas como se fosse apenas um único partido, essa estratégia tem evitado que uma ou duas siglas monopolizem as comissões.
Atualmente, um terço da Casa é composto por partidos que contam com única representação. O PMDB, partido com a maior bancada da Ales, com sete deputados dominaria quase todas as comissões caso não houvesse os acordos políticos em torno do blocão.

