Uma crise econômica sem precedentes poderá vivenciar o Espírito Santo, caso as mudanças na aposentadoria rural, defendidas pelo deputado federal Lelo Coimbra (MDB), sejam aprovadas na Câmara. Esta semana, o presidente Michel Temer (MDB) decidiu investir na matéria.
A denúncia consta em publicação do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Espírito Santo (Sindipúblicos-ES). A entidade relembra o posicionamento do parlamentar, que desde a discussão das reformas trabalhista e previdenciária, bem como da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de controle de gastos, tem votado “contra os trabalhadores”.
Conforme a reforma da Previdência, é preciso que seja alterada a forma de cobrança dos trabalhadores rurais. O sindicato afirma que sem aposentadoria, a renda no campo irá cair, afetando dezenas de cidades capixabas e milhares de produtores, visto que atualmente, em média, 80% dos municípios do Espírito Santo têm sua economia em torno das contribuições pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aos trabalhadores rurais.
Segundo o Sindipúblicos, para o deputado, o trabalhador rural deve pagar igual aos demais trabalhadores, ou seja, obtendo ou não renda com a safra, seria necessária a contribuição mensal, o que inviabilizaria a garantia de aposentadoria futura.
“A aprovação da reforma é urgente e necessária para garantir a sustentabilidade da Previdência e a retomada do rumo do desenvolvimento do país, gerando emprego e renda”, tem defendido o deputado Lelo Coimbra (PMDB), líder da Maioria na Câmara.
A entidade dos trabalhadores defende que no “no lugar de restringir a aposentadoria, o governo deve rever as renúncias fiscais e fortalecer o combate à sonegação, responsáveis por desvios bilionários na Previdência”.
“É preciso que toda a sociedade se una em defesa de uma gestão eficiente na Previdência Pública para oferecer uma aposentadoria que garanta o envelhecimento da população brasileira com dignidade”, convoca o Sindipúblicos.

