O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos), Haylson de Oliveira, tem uma missão dura pela frente. Com o governador fechando todas as torneiras, o funcionalismo público tem sido a categoria mais penalizada no Estado. Além de não receber reajuste em 2015, os servidores também ficaram sem abono de fim de ano.
Em entrevista a Século Diário, que vai ao ar neste sábado (16), Haylson fala sobre as movimentações do sindicato em 2015, com as assembleias unificadas, formação do Fórum das Entidades dos Servidores Públicos (Fespes) e dos protestos criativos que marcaram o descontetamento dos servidores com a política de austeridade adotada pelo governador Paulo Hartung neste primeiro ano de governo.
Para o sindicalista, as movimentações foram um ganho para a categoria porque mostraram a necessidade de mudança de estratégia, além do instrumento de greve, para pressionar o governo. O sindicato apostou na ideia de mostrar à população que o conteúdo que o governo põe na mídia não é verdadeiro.
O corte de servidores em designação temporária e a não criação de concursos públicos, para Haylson é subestimar a inteligência dos servidores. O governador está, na opinião do sindicalista, jogando para a plateia, já que ele não pode projetar um cenário de um futuro tão distante. Além disso, o sindicato defende a realização de concursos públicos sempre.
Para 2016, o sindicato promete continuar incomodando. O governador já vem alertando que não tem recursos para reajustar os salários do funcionalismo em 2016, mas o sindicato não está disposto a aceitar esse discurso do caos, pois entende que a situação do Estado não é nada parecida com o que vem vendendo o governador.

