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Sob o controle de Hartung, Amaro é mais que nunca o candidato palaciano em Vitória

Com o ex-subsecretário da Casa Civil Roberto Carneiro na vice de Amaro Neto e o secretário de Assistência Social do Estado Rodrigo Coelho no suporte à construção do conteúdo programático da campanha, o pré-candidato do Solidariedade à prefeitura de Vitória não precisa mais provar que é o preferido do governador Paulo Hartung. Isso já está evidente. Aliás, esse foi um dos motivos que levaram Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) a pular fora da disputa.
 
Ter o DNA palaciano não significa necessariamente que o governador subirá no palanque, pelo menos neste momento. Até porque ficaria estranho fazer campanha aberta para outro candidato com o seu partido, o PMDB, na disputa, já que o deputado federal Lelo Coimbra não dá sinais de recuo. Com a saída de Luiz Paulo do cenário, essa definição de Hartung por Amaro Neto, que já era flagrante, ficou ainda mais nítida. 
 
Essa movimentação, porém, acontecerá em um ambiente controlado. Primeiro, durante a campanha com a ida de Rodrigo Coelho (PDT) para desempenhar um difícil papel: injetar conteúdo no candidato e dirigi-lo nas suas ações de campanha. Coelho é visto no mercado político como um político hábil para essas missões difíceis. 
 
Na condição de deputado estadual fez várias vezes ao papel de bombeiro na Assembleia, tentando amenizar as cotoveladas distribuídas nos deputados pelo líder do governo, Gildevan Fernandes (PMDB). Com esse jogo de cintura Coelho convenceu o Plenário em vários momentos a aprovar projetos do governo ou derrubar matérias que incomodavam o Palácio Anchieta. 
 
Caberá a Rodrigo Coelho neste processo dar ao pré-candidato do SD conteúdo. Amaro se elegeu como o deputado estadual mais bem votado em 2014 graças à sua popularidade, mas na Assembleia tem mostrado pouco traquejo político, o que pode ser um problema, sobretudo em momento de embates com os adversários com mais rodagem, caso do prefeito Luciano Rezende (PPS).
 
Roberto Carneiro também tem um papel fundamental, mas em um segundo momento. Caso se confirme a vitória de Amaro Neto, o vice não teria aí um papel decorativo. Assim como fez na segunda eleição de João Coser (PT) – em que o PMDB indicou seu então, chefe de Gabinete, Tião Barbosa para a vice do petista –,  o governador coloca um homem de confiança na gestão para dar ao governo na prefeitura o direcionamento esperado pelo Palácio Anchieta.
 
Assim como Rodrigo Coelho, Roberto Carneiro também tem desempenhado um importante papel estratégico no governo Paulo Hartung. Se Coelho arredondava as articulações do líder do governo na Assembleia, Carneiro faz o refinamento das articulações do secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Roberto Ferreira, que também não teria o tato ideal para conversar com a classe política. 
 
Com esses dois aliados no palanque de Amaro Neto, o governador estaria tirando de cena o homem forte de Amaro, Jeferson Ferreira, o Jefinho, considerado o 31º deputado estadual da Assembleia. O assessor com superpoderes tem forte influência sobre o deputado. Nos meios políticos se comenta que teria sido dele a ideia de cutucar o Palácio Anchieta, quando o deputado passou a afirmar que seria candidato de qualquer jeito, mesmo à revelia do governador. 

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