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Socialistas pressionam Casagrande para a disputa ao governo

Neste sábado (2), o PSB capixaba realiza seu congresso estadual para a escolha do novo presidente da sigla no Espírito Santo. A mudança no comando do ninho da pomba, porém, parece ficar em segundo plano diante da discussão que se trava dentro do partido e que deve tomar conta dos debates no encontro: a posição do ex-governador Renato Casagrande em relação ao processo eleitoral do próximo ano. 
 
O ex-governador tem rodado todo o Estado para debater com lideranças políticas locais e com a população, a conjuntura política estadual e nacional. Mas tem evitado cravar seu posicionamento eleitoral para 2018. Nos meios políticos a expectativa é de que Casagrande venha a disputar o Senado em um palanque de oposição ao governador Paulo Hartung (PMDB), mas não enfrentando o peemedebista diretamente. 
 
Como uma movimentação natural, os aliados do socialista, pressionam, como mostra a coluna Plenário, do jornal A Tribuna, desta sexta-feira (1), para que Casagrande assuma sua candidatura ao governo. Haveria até uma expectativa de que isso se confirme no encontro deste sábado. Mas Casagrande prefere a cautela.
 
Segundo a nota de A Tribuna, o próprio ex-governador já disse que tem um acordo com a senadora Rose de Freitas (PMDB) para definir sua candidatura mais adiante. Rose de Freitas vem se colocando como postulante ao governo em 2018, dizendo-se, inclusive, disposta a disputar, se necessário, uma convenção no PMDB contra Hartung. 
 
Por isso, pode até haver um movimento de lançamento de nome do ex-governador, como vem se tornando comum nos encontros partidários, mas a palavra final sobre o posicionamento de Casagrande no processo eleitoral vai depender ainda de muitas conversas com lideranças políticas para a construção de um palanque com acomodações competitivas para enfrentar o grupo palaciano. 
 
Além de Rose de Freitas, Casagrande conversa com os senadores Ricardo Ferraço (PSDB) e Magno Malta (PR) e também se movimenta para se aproximar do deputado estadual Amaro Neto (SD), que tem nome aprovado pelo Palácio Anchieta para concorrer ao Senado. As conversas devem ainda levar em conta as movimentações da nacional. 
 
O vice-presidente do partido, o governador de Pernambuco Paulo Câmara, que participa do encontro deste sábado, não descarta a aliança entre o PSB e o PT, com quem o partido sempre teve diálogo e participou do projeto político. O partido, nacionalmente, assim como em 2010, tem o objetivo de eleger seis governadores no País. Foi esse movimento que levou Casagrande ao governo naquele ano. 
 
A movimentação nacional foi das cúpulas do PT, do PSB e do PMDB, envolvendo a saída do então socialista Ciro Gomes da disputa presidencial em troca do apoio do PT e PMDB aos candidatos ao governo nos Estados do PSB. No Espírito Santo, o PMDB de Hartung apoiou a candidatura de Casagrande ao governo.

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