O governo do Estado vai repassar R$ 42 milhões aos municípios capixabas para investimento na área de Saúde. Essa seria uma forma de ajudar os novos prefeitos a superar o rombo causado nos cofres municipais com o fim do repasse do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap).
Mas, para os meios políticos, essa ação também visaria a uma tentativa do governo Casagrande de tentar imprimir uma marca social ao seu governo, já que a primeira metade do mandato foi voltada para a articulação política e a manutenção dos programas desenvolvimentista de seu antecessor.
Depois da Segurança, que é o calcanhar de Aquiles do governo do Estado há mais de uma década – com índices alarmantes de homicídios que insistem em não cair de forma significativa -, o maior problema do governo é a Saúde.
Este setor tem um fator político muito forte porque afeta diretamente a população. As ações na área as Saúde causam mais impacto na sociedade do que as ações na área de Segurança, que têm menos visibilidade. Por isso, a resposta nesta na Saúde ajudaria a fortalecer a imagem do governador.
Candidato à reeleição no próximo ano, Casagrande tem um apoio político que lhe dá sustentação ao palanque, mas precisaria melhorar a imagem de bom gestor. Como passou boa parte dos primeiros dois anos de seu mandato envolvido nas questões nacionais, sobretudo, na briga pela manutenção das verbas federais, o governo do Estado não deu ainda as respostas necessárias na área social.
Para este ano, estão previstas inaugurações de hospitais de referência no Estado que foram reformados, como o São Lucas e o Dório Silva, além do investimento nas unidades de saúde nos municípios. Essas respostas devem chegar à população até o final do primeiro semestre do ano, o que deve causar um impacto grande na população. Para os observadores, investindo na área da Saúde, Casagrande poderá construir o argumento necessário para sua campanha ao segundo mandato.

